Startups: o motor de inovação do mundo Corporate

O mercado de startups em Portugal é ainda jovem, mas está vibrante e em franco crescimento, representando já 1,1% do PIB nacional. Há, atualmente, mais de 2150 startups registadas no nosso País, 13% acima da média europeia de número de startups per capita.

As estatísticas provam que as transformações dos mercados, quer seja alterações ao nível de comportamento, tecnologia, regulamentação, demográficas, contribuíram para que Portugal se revele, cada vez mais, como um País empreendedor. Veja-se pela atividade empreendedora nacional, que só em três anos subiu cerca de 86% e também os 7 unicórnios portugueses já criados, valor acima da média europeia per capita.

Temos, assim, conquistado grande visibilidade no ecossistema do empreendedorismo internacional, muito devido à criação das condições favoráveis ao empreendedorismo e à inovação. A vinda da WebSummit para Lisboa, o principal evento para startups, mas também a organização de iniciativas como o Building The Future, o principal evento português de transformação digital, patrocinado pela Microsoft, têm vindo a posicionar e dinamizar o ecossistema. Também recentemente assistimos ao lançamento do Europe Startup Nations Alliance, a nova entidade europeia de apoio ao empreendedorismo, com sede em Lisboa.

A inovação e respetiva velocidade são elementos cada vez mais críticos para o crescimento dos negócios. De acordo com um estudo da Michael Page de março deste ano, antes da pandemia cerca de 57% das organizações considerava a tecnologia e a inovação como uma prioridade. Após e durante a pandemia, a percentagem aumentou para 65%. Assim, a revolução digital que assistimos nos últimos anos, é uma oportunidade para criarmos organizações mais globais, num mercado crescente do ponto de vista de interesse e prosperidade para os negócios.

A inovação surge, assim, como uma necessidade e as startups como um veículo que visam trazer e possibilitar esta inovação. Temos assistido a várias dinâmicas no mercado, mas destacaria o intraempreendedorismo e o empreendedorismo clássico. No primeiro, há uma atitude empreendedora dentro de uma organização já existente, seja pela melhoria de processos internos, desenvolvimento de novos produtos ou áreas de negócio. Nesta categoria, têm vindo a criar-se corporate venture buildings, isto é, entidades separadas criadas pelas empresas como hubs de inovação para criação de benefícios, como acesso a clientes, reputação da holding e auxílio na capacidade de investimento, mas também alguns desafios, nomeadamente a cultura de risco, DNA de startup e atração de talento externo.

Já no empreendedorismo clássico, pressupõe-se o nascimento de startups que podem ser apoiadas por empresas já existentes, mas a ideia principal é lançar formas inovadoras para endereçar necessidades, solucionar problemas sociais, culturais e de negócio. Nesta dimensão, as organizações destacam-se por não terem medo do risco, pelas suas ideias disruptivas e culturas de aprendizagem e melhoria contínuas.

Conceptualmente, existe uma simbiose perfeita entre as empresas já estabelecidas e as startups. E temos realmente assistido a uma parceria entre estes dois mundos com vista a trazer inovação ao mercado. Por um lado, as empresas oferecem a reputação, acesso ao mercado direto e capacidade de investimento e, por outro, as startups apresentem modelos mais simples, mais diretos à inovação, à disrupção e estimulam o aparecimento de novos modelos de negócio.

Desde o seu início que a sucesso da Microsoft depende da capacidade constante de trazer inovação ao mercado. Por isso mesmo, temos vindo a apoiar empresas estabelecidas com projetos de empreendedorismo e inovação, como é o caso da Galp. Destaco o Building the Future Hackathon, uma iniciativa lançada na edição do ano passado, no âmbito do evento. Na edição deste ano, além da Galp, juntámo-nos à imatch, e EIT InnoEnergy e recebemos 165 participantes de 29 países que apresentaram projetos nas áreas dos painéis solares, otimização de baterias para veículos elétricos e outras soluções para um futuro Low Carbon.

Em paralelo, temos estado ao lado das startups, scaleups, digital natives, incubadoras, aceleradoras e capital ventures, divulgando o nosso programa que vai muito além da tecnologia. Mais de 90% das startups saem do mercado logo no primeiro ano de atividade e, com este dado presente, quisemos entender quais os ingredientes que as startups precisam para ter sucesso, sobretudo quando estão a dar os primeiros passos. Assim, em março lançámos o Microsoft for Startups Founders Hub, uma plataforma que visa apoiar as startups em todo o mundo, ajudando-as a crescer com acesso a recursos técnicos e comerciais para acelerar a expansão sustentável das empresas.

Nestes programas damos apoio à ideação, coaching, advisory, mentoring, oportunidades de financiamento, na validação de ideias e criação de planos de negócio, acesso à tecnologia, mas também estimulação constante do networking com clientes, inclusive a promoção de co-sell das soluções junto do cliente final e acesso ao nosso canal de vendas global, o Azure Marketplace.

Atentos também à crescente vaga de startups sem fins lucrativos, impulsionamos também o nosso programa Microsoft Philanthropies, no qual apoiamos projetos geralmente focados na área de impacto social ou ambiental, na capacitação digital e educação para as TI.

O mercado português deve, assim, aproveitar este movimento crescente de empreendedorismo e inovação para poder crescer de forma sustentada num mercado que é cada vez mais global. Devemos fazê-lo quer do ponto de vista tecnológico – na adoção de modelos cloud e IA – quer no estabelecimento de parcerias e facilitação de contactos que ajudem a apresentar e expor as startups ao mundo empresarial, seja pelo acesso a benefícios, mentoring e apoio ao negócio.

 

 

Diogo Pinto Sousa

Small, Medium & Corporate Lead na Microsoft Portugal

 

 

Este conteúdo patrocinado foi produzido em colaboração com a Microsoft.

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