Subidas no preço dos combustíveis afeta 75% dos trabalhadores portugueses, revela estudo

Também o aumento do preço da energia doméstica preocupa a esmagadora maioria dos portugueses, traduzindo-se numa tentativa de mudança de hábitos por parte da população, através da redução da utilização de equipamentos elétricos (57%) e da procura de equipamentos com menor consumo energético (17%).

Metade dos portugueses afirma que não tem alternativas de transporte públicos disponíveis, em detrimento do carro, para se deslocarem até ao trabalho. Segundo um inquérito realizado pela consultora Fixando, 75% dos trabalhadores já sentem as consequências financeiras da subida dos preços dos combustíveis.

No inquérito, realizado entre 9 e 14 de março a 664 clientes da Fixando, 18% denunciam transportes públicos insuficientes, estando assim impossibilitados de escapar ao grande impacto financeiro provocado pelos aumentos do preço dos combustíveis.

O carro continua a ser o meio escolhido pela grande maioria (75%) dos portugueses e, face ao aumento dos preços dos combustíveis, alguns condutores revelam que já equacionam a utilização de transportes públicos (24%) ou bicicleta (15%).

Também o aumento do preço da energia doméstica preocupa a esmagadora maioria dos portugueses, traduzindo-se numa tentativa de mudança de hábitos por parte da população, através da redução da utilização de equipamentos elétricos (57%) e da procura de equipamentos com menor consumo energético (17%).

A maioria dos inquiridos (62%) admite não ter intenções em instalar painéis solares ou alternativas energéticas na sua habitação, por considerarem que o investimento inicial é elevado (44%), que as características da habitação não são as mais apropriadas (23%). Por outro lado, investir em energias renováveis reúne 25% das intenções dos inquiridos, ainda que esta alternativa seja pouco acessível a grande parte da população.

O inquérito revela ainda que a preocupação dos portugueses com o preço e com o impacto ambiental do consumo de energia, tem-se traduzido num aumento de 291% da procura por energias renováveis, face a 2021. Alice Nunes, diretora de novos negócios da Fixando, afirma que “infelizmente, os trabalhadores disponíveis para este tipo de serviços, como a instalação de painéis solares, não está a conseguir dar resposta à crescente preocupação dos portugueses com os problemas energéticos. Cerca de 60% dos nossos clientes não têm conseguido encontrar especialistas disponíveis para estes projetos”.

Relacionadas

Margens dos combustíveis. Matos Fernandes quer acelerar consulta pública, mas empresas rejeitam “interferências” junto de regulador “independente”

Ministro do Ambiente disse que vai insistir com o regulador para “antecipar o fim” da consulta pública. Mas empresas do sector dizem que não pode haver “interferências” do Governo junto do regulador “independente”.

Aumento de custos pode comprometer fornecimento de medicamentos essenciais, alerta APOGEN

Para a presidente da APOGEN -Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares, Maria do Carmo Neves, “a pandemia agudizou uma série de vulnerabilidades que contribuíram para uma espiral crescente dos custos de produção e o impacto da guerra na Ucrânia está a ter um efeito exponencial no aumento dos custos”.
Recomendadas

Milhares manifestam-se em Munique, contra cimeira do G7

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje, pacificamente, em Munique, contra a realização da cimeira do G7 que começa no domingo na região, apelando aos líderes políticos mais ação em prol do clima.

Portugal propõe adiar meta de redução total das emissões no setor automóvel, refere associação Zero

Portugal e mais quatro países da União Europeia propõem adiar por cinco anos, até 2040, a redução em 100% das emissões de dióxido de carbono nos veículos ligeiros de passageiros e de mercadorias, contrariando uma decisão do Parlamento Europeu.

EDP quer investir 1,5 mil milhões de euros em projetos renováveis no oceano até 2025

A empresa reforça o investimento na energia eólica offshore e vai apresentar as suas ideias na conferência dos Oceanos, promovida pela ONU, na próxima semana.
Comentários