Sucesso: motivo de inveja ou fonte de inspiração?

Qualquer pessoa pode criar o seu próprio negócio. No entanto, poucos o tentam e menos ainda são bem-sucedidos.

Qualquer pessoa pode criar o seu próprio negócio. No entanto, poucos o tentam e menos ainda são bem-sucedidos.

Ao longo das várias edições do EY Entrepreneur of the Year em Portugal, e de dezenas de entrevistas a candidatos, observamos que são muitos os caminhos que levam ao empreendedorismo. Em alguns casos é algo de inato, em que sempre esteve presente a vontade de concretizar um projeto e de tomar o destino nas próprias mãos. Para alguns, o empreendedorismo surge após um percurso, por vezes longo, em que um trabalhador por conta de outrem decide avançar com o seu próprio projeto. Em alguns casos, a necessidade acaba por despertar o espírito empreendedor, por exemplo como resposta a uma situação de desemprego. Há ainda os empreendedores treinados desde tenra idade para assumir os destinos de uma empresa familiar, mesmo quando essa não era a sua vocação.

Seja qual for a motivação inicial para alguém assumir os destinos de um negócio, o percurso que se segue é inevitavelmente difícil: concorrência, financiamento, crises internas e internacionais, problemas com clientes ou fornecedores, dificuldades nas equipas e outros imprevistos rapidamente se conjugam para levar o negócio e o empreendedor ao limite.

Muitos dos candidatos ao EY Entrepreneur of the Year partilham connosco momentos em que o seu projeto esteve na iminência de falhar. Um fator em comum que encontramos nos empreendedores que superam estas situações é a persistência, a capacidade de motivar os outros e de nunca abdicar da sua visão do negócio. O mérito de ultrapassar cada desafio resulta muitas vezes de trabalho de equipa. No entanto, nem sempre é devidamente reconhecida a pessoa que escolheu a equipa, lhe incutiu um espírito resiliente e soube extrair o melhor de cada um dos seus elementos.

Curiosamente, uma das dificuldades que temos em mobilizar empreendedores para um prémio que é atribuído à pessoa e não à empresa, é a preocupação de que uma candidatura possa ser entendida como uma iniciativa de autopromoção. Sempre que um empreendedor decide partilhar o seu percurso de vida connosco, está a contribuir para uma mensagem fundamental do EY Entrepreneur of the Year em Portugal, e que é ilustrada de forma exemplar pelos candidatos de todas as edições anteriores: já não queremos ser um País onde o sucesso é invejado, quando podemos ser um País em que o sucesso inspira.

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