Sudanesas nas ruas para protestar contra violações durante manifestação

Centenas de sudanesas tomaram as ruas de Cartum e outras cidades para condenar os casos de agressão sexual e violação pelas forças de segurança contra manifestantes.

Sudão

Centenas de sudanesas tomaram esta quinta-feira as ruas de Cartum e outras cidades vizinhas para condenar os casos de agressão sexual e violação pelas forças de segurança contra manifestantes durante o dia de protestos em massa no último domingo.

As mobilizações aconteceram em Cartum, onde fica a sede do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, e em Um Durman, a oeste da capital, onde centenas de mulheres se reuniram, segundo a agência noticiosa espanhola Efe.

As manifestantes gritaram palavras de ordem como “Sem violação! Sem agressão sexual! Sem abuso!” ou “Justiça para as sobreviventes de violação e violência”, enquanto agitavam bandeiras sudanesas e erguiam faixas para condenar este flagelo.

As marchas foram convocadas por organizações de mulheres e de direitos humanos para exigir o fim da violência contra as mulheres e pela responsabilização criminal dos autores de agressões sexuais.

De acordo com as autoridades sudanesas, pelo menos oito mulheres foram violadas por membros das forças de segurança durante uma grande manifestação no passado domingo em Cartum, quando pretendiam celebrar o terceiro aniversário da revolta popular que pôs fim à ditadura de Omar al-Bashir.

A diretora da Unidade de Combate à Violência contra a Mulher do Ministério do Desenvolvimento Social, Sulaima al-Jalifa, disse à Efe que houve atos de “violação sistemática” contra as vítimas, que participaram no protesto, em que foram gritadas palavras de ordem contra o golpe militar de outubro.

Apenas uma das vítimas apresentou queixa ao Ministério Público por violação, enquanto as outras sete se recusaram a fazê-lo, acrescentou.

A confirmação das violações veio depois de na passada terça-feira o Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos ter pedido ao Sudão para investigar as alegadas violações de 13 mulheres e meninas e outros casos de abuso sexual contra manifestantes.

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