Suécia. Resultados finais das eleições esperados na quarta-feira (com áudio)

Nos votos contados até à 01:00 (00:00 em Lisboa), o bloco de direita (SD, Moderado, cristãos-democratas e liberais) obteve 49,7%, contra 48,8% do bloco de esquerda (sociais-democratas, Partido de Esquerda, Verdes e Partido do Centro).

2 – Suécia

Os resultados finais das legislativas de domingo na Suécia vão ser anunciados na quarta-feira, para incluir votos do estrangeiro e antecipados, indicou a autoridade eleitoral do país.

“Não teremos um resultado final esta noite”, declarou a primeira-ministra cessante sueca, Magdalena Andersson, cujo Partido Social-Democrata da Suécia (S/SAP) surge em primeiro lugar, com 30,5% dos votos, de acordo com os resultados parciais em 92% das assembleias de voto.

O bloco liderado pelo chefe do Partido Moderado (conservador) Ulf Kristersson aproxima-se de uma maioria absoluta no parlamento sueco (Riksdagen, 349 assentos) de 175 a 176 lugares, contra 173 a 174 para o bloco de esquerda da primeira-ministra social-democrata, de acordo as últimas contagens.

Nos votos contados até à 01:00 (00:00 em Lisboa), o bloco de direita (SD, Moderado, cristãos-democratas e liberais) obteve 49,7%, contra 48,8% do bloco de esquerda (sociais-democratas, Partido de Esquerda, Verdes e Partido do Centro).

Anderson considerou que os sociais-democratas tiveram um bom resultado: “o nosso apoio aumentou e é evidente que a social-democracia sueca é forte”.

O grande vencedor da noite eleitoral é o partido nacionalista anti-imigração Democratas da Suécia (SD), dirigido por Jimmie Akesson, com 20,7% dos votos, que fazem do SD o primeiro partido da direita, mas também o segundo da Suécia.

Akesson destacou o resultado: “estou muito feliz e orgulhoso do que fizemos juntos para o conseguir”.

O líder do SD salientou que o objetivo é fazer parte do governo: “se houver uma mudança de poder, teremos uma posição central. A nossa ambição é sentarmo-nos no governo”.

O Partido Moderado surge em terceiro lugar, nos resultados preliminares, com 19% dos votos, tendo o líder, Ulf Kristersson, considerado que o partido tinha feito “tudo o que era possível”, apelando à unidade para o bem do país.

“Temos muita incerteza no mundo à nossa volta e a polarização política tornou-se demasiado grande, mesmo na Suécia. Neste contexto, quero unir-me, não dividir”, disse.

Em quarto lugar, encontra-se o Partido do Centro (6,7%), seguido pelo Partido de Esquerda (6,6%), o Partido Democrático Cristão da Suécia (5,4%), o Partido Verde (5%) e o Partido Liberal da Suécia (4,6%).

As mortes em acertos de contas entre gangues criminosos – que se tornou um grave problema social – estão no topo das preocupações dos suecos, seguidas dos cuidados de saúde e da imigração, temas que favoreceram a subida do partido nacionalista e anti-imigração Democratas Suecos, até há poucos anos isolado na cena política do país escandinavo.

A Suécia, que está num processo de adesão à NATO e que assumirá a presidência rotativa do Conselho da União Europeia em 1 de janeiro, é governada desde 2014 pelos sociais-democratas, o principal partido do país desde a década de 1930.

Recomendadas

Filhos de José Eduardo dos Santos não vão contestar arquivamento do processo

Os filhos do ex-Presidente de Angola não vão contestar o arquivamento, pela justiça espanhola, da investigação sobre a morte do pai, disseram hoje à Lusa os advogados que os representam.

Cabo-verdianos “exaustos” de sacrifícios e à espera de “boas novas” no Orçamento

O presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição), Rui Semedo, avisou hoje o Governo que os cabo-verdianos estão “exaustos” de sacrifícios e que esperam “boas novas” da proposta de Orçamento do Estado para 2023.

Moçambique. Perto de um milhão de pessoas fugiram à violência nos últimos cinco anos

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) estimou hoje que perto de um milhão de pessoas tenham fugido às incursões armadas de rebeldes no norte de Moçambique nos últimos cinco anos.
Comentários