Preço das casas subiu 55% no primeiro semestre no Alentejo

Uma moradia de tipologia T3 com 160m2 custa em Lisboa entre 650 mil e 1,1 milhões de euros enquanto em Évora, uma moradia semelhante situa-se entre os 200 mil e os 300 mil euros.

A região do Alentejo foi a que registou um maior aumento do preço do m2 no primeiro semestre de 2022 ao fixar-se nos 2.700 euros, numa subida de 55% em relação ao período homólogo do ano anterior, segundo os dados da consultora imobiliária “Imovendo”.

A fechar os dois lugares do pódio surgem a  zona centro a chegar aos 1.700 euros\m2 (+17%), seguida pela região norte, onde a subida se fixou nos 1.400 euros\m2 (+13%).

As semestrais aumentaram 10%, sendo que o crescimento do preço do m2 é justificado pela consultora com a descida de habitação disponível (-14% face ao período homólogo de 2021).

Em relação às casas vendidas, o preço do m2 aumentou nas três regiões em análise: +15% no Alentejo (de 1.300 para 1.500 euros), +18% no centro (de 1.100 para 1.350 euros) e +15% no norte (de 1.000 para 1.200 euros). Estas três zonas representam 40% do total de imóveis vendidos no país, sendo a tipologia mais procurada a moradia T3, cujo crescimento na procura foi de 14%, de 10 mil para 12 mil imóveis.

No entanto, e apesar deste aumento de preços viver fora dos grandes centros urbanos continua a compensar, já que de acordo com os dados da consultora, uma moradia de tipologia T3 com 160m2 custa em Lisboa entre 650 mil e 1,1 milhões de euros enquanto em Évora, uma moradia semelhante situa-se entre os 200 mil e os 300 mil euros.

Nota ainda para Évora e Beja como os distritos mais caros da região do Alentejo, onde o m2 custa entre 1.135 e 1.030 euros respetivamente, enquanto que os mais baratos são Bragança e Viseu, com valores que rondam os 795 e 851 euros, respetivamente.

Destaque ainda para Santarém que ocupa o primeiro lugar dos distritos do interior com maior procura, tendo sido vendidos nos primeiros seis meses do ano 3.046 imóveis, (+7% face a 2021), com Évora a registar vendas de 1.695 fogos (+8%).

Mais a norte, Viseu apresentou-se com 1.239 casas para vender no mesmo período. Em sentido inverso, dos distritos com menos oferta encontram-se Bragança e Guarda com apenas 210 imóveis para venda no mesmo período.

Nélio Leão, CEO da Imovendo, acredita que “o investimento imobiliário apenas chegará às zonas mais interiores e rurais caso sejam tomadas medidas de desenvolvimento para as mesmas, ou seja, são necessários incentivos fiscais para que as empresas se deslocalizem para o interior, mais condições para que os nómadas digitais possam considerar o interior como uma opção válida”.

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