Suspeito terrorista preso em França tinha estatuto de refugiado em Portugal

Em França, sete suspeitos jihadistas foram detidos e um deles tinha residência e carta de condução portuguesas.

Abdalrhman Ismail/Reuters

O cidadão marroquino suspeito de pertencer ao autodenominado Estado Islâmico recebeu o estatuto de asilado político em 2014, em Portugal. Hicham el Hanafi estava autorizado a viver em território nacional até 2018, tinha carta de condução e liberdade para circular no espaço Shengen.

“Utilizava o nosso país como base e ponto de passagem para circular na Europa, nomeadamente a Marselha, onde há vários registos das suas deslocações”, explicou uma fonte do processo do “Diário de Notícias”.

De acordo com o jornal desta segunda-feira, o cidadão de 26 anos morava em Aveiro e não cometeu crimes. “Nunca foram recolhidos indícios de atividade criminosa ligada ou não ao terrorismo que sustentasse uma detenção”, acrescenta a fonte ao DN.

Hanafi chegou ao país com outro marroquino, foi-lhes concedido o estatuto de refugiado e estavam ambos identificados pelas autoridades. Este fim-de-semana, detido juntamente com outros seis suspeitos jihadistas de nacionalidade francesa e afegã.

Em 2014, segundo o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, além deste marroquino mais 24 outros fizeram o pedido de asilo. Na altura, os dois marroquinos (Hanafi e o conterrâneo que chegou com ele) utilizaram esse argumento e alegaram perseguição política por parte do governo de Marrocos.

A lei estabelece que “é garantido o direito de asilo aos estrangeiros e aos apátridas perseguidos ou gravemente ameaçados de perseguição em consequência de atividade exercida no Estado da sua nacionalidade ou da sua residência habitual em favor da democracia, da libertação social e nacional, da paz entre os povos, da liberdade e dos direitos da pessoa humana”.

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