Swissport comprará 50,1% da GroundForce numa primeira fase

Se a TAP vender posteriormente os 49,9% que detém na GroundForce fica sempre em aberto o destino desta participação, sabendo-se que a própria TAP poderá vir a ter em breve um acionista dominante. Teoricamente, “a Lufthansa será sempre um grande parceiro”, admitiu o CEO da Swissport, Warwick Brady.

“A Swissport pretende controlar a totalidade do capital das empresas de handling que opera e o caso do processo de negociação da GroundForce não seria uma exceção sobre esse ponto de vista, mas também é verdade que somos bons a trabalhar com parceiros. Há algumas geografias onde não conseguimos comprar 100% do capital das operações, e o mercado português pode ser um desses casos, por isso admitimos que numa fase inicial poderemos comprar os 50,1% que eram da Pasogal na GroundForce”, explicou o CEO da Swissport, Warwick Brady, em Zurique, à imprensa portuguesa.

A responsável sobre a estratégia da Swissport, Nadia Kaddouri, adiantou, a este respeito que “é sabido que a TAP tem de desinvestir em alguns sectores”, pelo que seria salvaguardado o regime de venda posterior da participação da TAP, “de forma a que não apareça outro investidor como nosso parceiro, quando não precisamos de parceiros”. “Se a TAP vender, gostaremos de ser nós a comprar”, sublinha. “Mas tudo isso fará parte das negociações sobre eventuais alterações na estrutura de controlo societária”.

Nadia Kaddouri refere que neste tipo de “negociações há uma parte muito importante que são os acordos com os credores. E a TAP é um deles. Haverá um acordo entre a Swissport e a TAP, que fará parte da reestruturação. Obviamente, um dos elementos fulcrais desse acordo versará a forma como será desenvolvida a parceria na GroundForce, durante os próximos dois anos, tal como as transferências de ações e a forma como vamos gerir os serviços da GroundForce”, adianta.

Caso a TAP venha a ter um novo acionista estratégico, ou dominante, durante esse período, o CEO da Swissport, Warwick Brady explica que “isso remeterá para a questão de saber com quem vêm o futuro da forma mais sustentável na GroundForce”.

O Jornal Económico contrapôs que há sempre a possibilidade de haver uma negociação com a alemã Lufthansa sobre o futuro acionista da TAP. Warwick Brady considera, a esse respeito, que “a Lufthansa será sempre um grande parceiro”, mas adverte que “a Lufthansa não é um handler para as operações em terra. A Lufthansa estaria preocupada com a gestão dos voos, apenas focada nas suas companhias de aviação”.

Sobre o desenvolvimento da atividade futura da GroundForce, fica em cima da mesa das alternativas de crescimento, a possibilidade – muito provável – do tipo de serviços disponibilizados pela Swissport vir a ser mais vasto que o conjunto dos serviços atualmente garantidos pela GroundForce.

Nadia Kaddouri esclarece que “hoje será o mesmo”. Mas as expectativas de crescimento e expansão da operação “vão desenvolver novas oportunidades no negócio de carga e em outras com bom potencial”, admite igualmente.

Warwick Brady especifica que “vamos tentar captar o maior número de serviços que possamos. Desde o sales desk, às reservas, ao acompanhamento VIP, aos Lounges, à limpeza, e a vários tipos de manutenção. Privilegiamos sempre a qualidade. Se houver quem faça estes serviços melhor e de forma mais eficiente que nós, podemos subcontratar”, diz.

“Sabemos que podemos gerir a operação da GroundForce de forma mais eficiente, por isso os preços serão melhores. Podemos baixar os custos da TAP. O handling tem a ver com o volume, com o cumprimento dos horários programados e com os custos laborais”, explica o CEO da Swissport.

Finalmente, há a questão da Swissport chegar a Lisboa no fim da licença de concessão da GroundForce. O que implica que muito em breve tenham de concorrer a nova licença. Nadia Kaddouri recorda que “a Swissport está presente nos 285 aeroportos que gerimos, em que uma boa parte deles estão constantemente a tratar de procedimentos concursais para a renovação das concessões. Estamos rotinados nesses ciclos de licenças que terminam e de outras de se renovam. É ‘pão com manteiga’, ou seja, ‘normal business’”, comenta.

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