TAP confirma que estuda mudar de instalações devido a custos de manutenção

A Comissão Executiva da TAP confirma que está a avaliar a hipótese de mudar de instalações devido aos “custos para a manutenção indispensável” se revelarem “muito elevados face à antiguidade”, segundo uma mensagem interna a que a Lusa teve acesso.

“A Comissão Executiva confirma que está a ser avaliada a possibilidade de mudança de instalações dos serviços de terra da companhia que não exigem contiguidade com o aeroporto”, lê-se, na mesma nota.

Segundo a gestão da TAP, “esta hipótese decorre do levantamento de custos para a manutenção indispensável devido à deterioração dos atuais edifícios que a empresa ocupa junto ao aeroporto Humberto Delgado [em Lisboa] e que se revelam muito elevados face à antiguidade das instalações”.

A companhia disse ainda que “privilegia e pratica a total abertura na comunicação com os seus trabalhadores e, atempadamente, logo que seja tomada alguma decisão sobre esta matéria, transmitirá diretamente toda a informação sobre o assunto, em primeira mão, aos seus colaboradores”.

A Comissão Executiva lamentou ainda “que informações sobre hipóteses, que deviam ser tratadas como reservadas por quem as recebe, surjam quase de imediato nos media, em vez de serem veiculadas em momento oportuno pelos canais oficiais da companhia”.

Esta semana, num comunicado interno a que a Lusa teve acesso, a Comissão de Trabalhadores (CT) disse que a TAP está a equacionar uma mudança para instalações alugadas, depois de uma vistoria aos edifícios da companhia ter concluído que precisam de obras estruturais que podem chegar aos 50 milhões de euros.

Num comunicado interno, a estrutura deu conta de uma reunião com a presidente executiva (CEO) da TAP, Christine Ourmières-Widener, no final de abril, em que lhe foi comunicado que “se está de novo a ponderar mudar os trabalhadores daquilo que é designado por sede de instalações”, sendo que “já se anda à procura de um edifício suficientemente grande para albergar mil e duzentas pessoas, que esteja situado num raio de cinco/seis quilómetros do aeroporto”, indicou.

De acordo com a CT, “a razão apontada é uma razão de segurança”, tendo em conta que “foi feita uma vistoria aos edifícios e chegou-se à conclusão de que estão muito frágeis e a precisar de obras estruturais que se não forem feitas podem pôr em causa a integridade física de quem lá trabalha”.

A estrutura referiu ainda que “estas obras rondam os 40/50ME [milhões de euros]” e que, “segundo a administração, fica então mais económico arrendar um edifício, uma vez que daqui a três ou quatro anos vai tudo mudar para Alcochete (novo aeroporto), além de que se poupam cerca de dois ME em parqueamento do pessoal de bordo, que passaria a estacionar no reduto”.

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