TAP diz que renovação da frota automóvel permite poupar anualmente 630 mil euros

A TAP diz que a opção de comprar 50 BMWs representa uma poupança superior a 20% do valor mensal da renda e tributação, relativamente a novos contratos de renting e está em linha com o plano de reestruturação.

A TAP defende que a renovação da frota automóvel para a administração e gestores permite uma poupança de 630 mil euros anualmente, justificando que a decisão foi assente neste racional ao mesmo tempo que cumpre os contratos.

“A Comissão Executiva quer esclarecer que a TAP dispõe de uma frota automóvel corporativa para a administração e diretores, em regime de ‘renting’ operacional. Com a opção que fizemos, estamos a poupar anualmente até 630 mil euros, se tivéssemos mantido os carros que temos hoje”, refere a TAP num comunicado interno, ao qual a Lusa teve acesso.

Em causa está a notícia avançada pela TVI/CNN Portugal e pelo portal Away de que a TAP encomendou uma nova frota de automóveis BMW corporativa, substituindo os da Peugeot. Os novos carros terão um valor de mercado a partir dos 52 e dos 65 mil euros.

Na mensagem interna, a TAP explica que a atual frota é maioritariamente de 2017 e atinge o máximo de prorrogações possíveis em contrato no próximo ano.

“Não havendo outra opção senão celebrar novos contratos, optou-se por viaturas híbridas plug-in, em vez do atual diesel, por motivos ambientais, mas, também pelos benefícios fiscais associados a estas viaturas, menos poluentes”, escreve a comissão executiva da TAP, liderada por Christine Ourmières-Widener.

Segundo a empresa, “esta opção representa uma poupança superior a 20% do valor mensal da renda e tributação, relativamente a novos contratos de renting para viaturas com características semelhantes às atuais (gasóleo), estando em linha com o plano de reestruturação uma vez que representa o menor custo possível em sede de concurso no mercado”, apresentando “também melhores prazos previstos para entrega das viaturas”.

A TAP justifica que estão em causa 50 viaturas, para o qual foi feito um concurso ao mercado, tendo sido convidadas a participar seis entidades no mercado português.

“A proposta escolhida foi a que apresentou o preço mais baixo, com uma renda mensal de 500 euros. Como referência, as outras propostas apresentadas à TAP com valor mais competitivo contemplavam rendas mensais de 750 euros”, pode ler-se.

Na mensagem interna, a companhia salienta que “a decisão da empresa teve assim um racional de poupança, cumprindo ao mesmo tempo os contratos estabelecidos com os gestores que incluem uma viatura de serviço”.

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