PremiumTAP já pesou no défice de 3,8% do terceiro trimestre

Apesar do aumento da despesa, o rácio do défice face ao Produto Interno Bruto atingiu 4,9% até setembro, não devendo estar em causa a meta do Governo para este ano.

O cenário já era esperado, porque a injeção de capital de 1.200 milhões de euros na TAP teria que ser contabilizada como despesa de capital do Estado e, portanto, ir ao défice, mas o impacto que teve no saldo orçamental do terceiro trimestre chegou esta quarta-feira. O Instituto Nacional de Estatística (INE) incluiu a operação de financiamento nas contas públicas de setembro, fazendo disparar as despesas de capital em 303,6% entre julho e setembro.

Os efeitos da crise provocada pela pandemia continuam a fazer-se sentir nas contas públicas, na ótica que conta para as regras europeias. Até setembro, Portugal registou um défice de 4,9% do PIB, que compara com o excedente orçamental de 0,7% registado em igual período do ano anterior, segundo os dados revelados pelo INE, não devendo estar em risco a projeção de rácio de défice orçamental de 7,3% do PIB prevista pelo Executivo para este ano.

Conteúdo reservado a assinantes. Para ler a versão completa, aceda aqui ao JE Leitor

Relacionadas

Pandemia leva Portugal a défice de 4,9% do PIB até setembro

O défice orçamental em contabilidade nacional, a que conta para Bruxelas, atingiu os 4,9% do PIB entre janeiro e setembro. O terceiro trimestre registou um saldo orçamental negativo de 3,8% do PIB, com um aumento da despesa total de 8,3% e uma diminuição da receita total de 9,5%.
Recomendadas

Governo nomeia Pedro Moreira para presidente da CP

Pedro Moreira ocupava o cargo de presidente interino da transportadora pública desde outubro de 2021 e de vice-presidente desde julho de 2019.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta terça-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta terça-feira.

Sistema bancário e financeiro tem que ter “robustez” para lidar com “disruptores operacionais”

A nova administradora do BdP refere duas preocupações principais para os bancos centrais: a salvaguarda da resiliência do sistema, tão mais importante com o advento da digitalização e das moedas cripto, bem como a garantia de conduta para garantir a confiança no sistema em si.
Comentários