TAP já voa em mãos privadas

PS tentou travar assinatura de contrato, sem êxito. A TAP já voa em mãos privadas. Reverter negócio é agora mais difícil. A pressa na assinatura do contrato de venda da transportadora foi justificada pelo Governo pela urgência de capitalizar a empresa. Humberto Pedrosa e David Neelman têm agora cinco dias para injetar 150 milhões. Facto consumado. […]


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PS tentou travar assinatura de contrato, sem êxito. A TAP já voa em mãos privadas. Reverter negócio é agora mais difícil. A pressa na assinatura do contrato de venda da transportadora foi justificada pelo Governo pela urgência de capitalizar a empresa. Humberto Pedrosa e David Neelman têm agora cinco dias para injetar 150 milhões.

Facto consumado. O PS bem apelou para que o contrato não fosse assinado, mas em vão. As assinaturas foram feitas quinta-feira, ao fim da tarde, nas instalações da Parpública, empresa que gere as participações do Estado, em Lisboa, poucas horas depois de o Governo, já em gestão corrente, ter aprovado a minuta final do contrato respeitante à alienação de 61% do capital da transportadora aérea portuguesa ao consórcio Atlantic Gateway, de David Neelman e Humberto Pedrosa.

O contrato compreende uma alteração às condições de pagamento do investimento, permitindo ao consórcio comprador “dividir em duas tranches a entrega da primeira e mais substancial fatia da recapitalização da TAP”. A secretária de Estado do Tesouro, Isabel Castelo Branco, explicou que a decisão “permite antecipar” a capitalização da transportadora e o ministro Luís Marques Guedes revelou também, no briefing do Conselho de Ministros, que os investidores têm agora cinco dias para injetar 150 milhões de euros no âmbito deste plano de capitalização.

A entrada de dinheiro fresco na TAP, justificada com uma rutura de tesouraria, caso venha a ser concretizada, tornará mais difícil e caro reverter o negócio, que é um objetivo anunciado pelos Socialistas.

António Costa, o mais que provável próximo primeiro-ministro, tem repetidamente dito querer manter o controlo da empresa nas mãos do Estado, entregando aos privados somente uma participação de 49%. Depois da assinatura de ontem, um futuro governo socialista terá, assim, pela frente uma operação consumada, jurídica e financeiramente, o que, em caso de reversão, poderá obrigar ao pagamento de indemnizações. Em caso de recuo, tudo mais difícil, portanto.

Por Almerinda Romeira/OJE

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