TAP, Mediacare e CTT no topo da lista das queixas em 2021

No topo da lista surge a TAP, com 4.167 queixas, a Medicare com 2.736 e os CTT com 2.277. O sector das telecomunicações foi o que gerou maior desagrado em 2021, junto dos consumidores, somando 26.801 reclamações.

O estudo é da Deco Proteste que analisou as mais de 277 mil  reclamações que recebeu em 2021.

A TAP, a Medicare (saúde) e os CTT surgem no topo da lista das queixas à Deco. Já na comparação setorial, o setor da Telecomunicações reúne o maior número de queixas.

Os consumidores procuram o Portal Reclamar para pedir ajuda na resolução de situações de conflito com vendedores, distribuidores, cobradores, prestadores de serviços, entidades públicas e privadas.

Em números, a Deco Proteste explica que recebeu 4.167 queixas sobre a TAP, 2.736 da Medicare, e sobre os CTT registou ocorrências de 2.277 situações constrangedoras para os consumidores. O sector das telecomunicações foi o que gerou maior desagrado em 2021 somando 26.801 reclamações.

No topo da lista surge a TAP, com 4.167 queixas, a Medicare com 2.736 e os CTT com 2.277 “situações constrangedoras” para os consumidores. O sector das telecomunicações foi o que gerou maior desagrado em 2021 somando 26.801 reclamações.

“No ano em que os portugueses voltaram a viajar, os consumidores queixaram-se mais sobre a TAP a propósito de atrasos, cancelamentos ocorridos e testes expirados e situações em que os vouchers não se converteram nas viagens desejadas”, diz a Deco.

“Estas situações repetiram-se um pouco por todos os meses do ano e ganharam especial relevância durante o verão, quando muitos portugueses tentaram retomar deslocações adiadas pelo contexto de pandemia. A falta de informações da TAP em tempo útil foi também uma falha apontada com muito frequência à transportadora aérea nacional por quem se viu impossibilitado de viajar na data ou hora agendada”, detalha ainda a organização portuguesa de defesa dos consumidores.

Já no ramo da saúde, a renovação indesejada de contratos originou um grande desagrado com a Medicare. Sobre esta seguradora, e entre as questões levantadas no Portal Reclamar da Deco Proteste, “denota-se um desconhecimento de muitos consumidores face às características contratuais de um plano de saúde, o que leva muitos portugueses a acreditarem que basta não pagarem as mensalidades do produto para que o respetivo contrato seja cancelado, tal como acontece, por exemplo, com os seguros de saúde”.

“A falta de pagamento não anula o contrato e ainda gera uma dívida, cobrada com juros e que origina as reclamações feitas”, explica a Deco.

Já no que toca aos Correios de Portugal, numa nova era de muito comércio online, os consumidores queixaram-se sobre as entregas de correspondência ou encomendas que não chegaram ao seu destino, culpabilizando a ineficácia dos CTT. “Muitos dos consumidores reportaram à Deco Proteste relatos de distribuidores que não tocam à campainha dos destinatários, levando posteriormente as encomendas para as estações de correios. Há também quem se queixe dos atrasos na distribuição e da falta de informação disponível na linha de atendimento dos CTT”.

Sem grandes surpresas, o setor das telecomunicações é aquele que reúne maior número de reclamações em todo o ano 2021. MEO, NOS, Vodafone, Nowo e outros operadores telecomunicações somaram 26.801 queixas reportadas à Deco, desde o início do ano. Em causa estão problemas com a faturação, cobrança de dívidas antigas, quebras na qualidade do serviço e tentativas falhadas de desvinculação contratual estão entre as queixas mais frequentes.

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