TAP recupera passageiros em África e anuncia novas rotas

Companhia aérea portuguesa registou um crescimento de 5,7% no tráfego para o continente africano. Para o próximo ano, serão reforçadas as rotas para a Europa, África e América.

O tráfego aéreo da TAP em África registou um crescimento na ordem dos 6% durante este segundo semestre do ano, que se deve acentuar até ao final do mês de dezembro. A empresa prepara-se agora para retomar voos para a Guiné-Bissau e inicia voos para novas rotas.

A par do Brasil, África foi desde sempre uma das grandes apostas da companhia aérea portuguesa, apesar de no primeiro semestre deste ano se ter registado uma diminuição acentuada no número de passageiros a viajarem para os 14 destinos para o continente africano.

No entanto, dados mais recentes mostram uma inversão nesta tendência. Segundo apurou o jornal Público, a empresa registou uma subida de 5,7% no tráfego de passageiros de e para África, nos primeiros dez meses do ano, prevendo fechar 2016 com um total de 766 mil passageiros a sobrevoar nesta rota.

De acordo com a TAP, “as subidas mais recentes devem-se à alteração da política tarifária [com tarifas mais próximas das low cost], que embora não seja direcionada para África tem sempre algum efeito multiplicador”.

Esta quinta-feira, a companhia iniciou novas rotas para a Guiné-Bissau – que estavam suspensos desde 2013 – com duas frequências semanais à sexta-feira e ao domingo, embora a longo prazo o objetivo seja ter um voo diário.

Recorde-se que os voos estavam suspensos, depois de em dezembro de 2013 a tripulação ter sido obrigada pelas autoridades a transportar 74 sírios ilegais para Lisboa. A TAP entende que “neste momento estão criadas as condições necessárias a nível socioeconómico e social (…) bem como a disponibilidade de avião e recursos humanos próprios que permitem retomar a operação”.

Ao mesmo tempo, a TAP anuncia novas rotas a operar já no próximo ano, tal como o diretor executivo da empresa, Fernando Pinto, tinha prometido em outubro. Serão lançados mais três destinos em África, sete na Europa e um na América do Norte. Os “novos destinos estão ainda em análise” e devem ser conhecidos pormenores nos próximos dias.

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