TAP: Trabalhadores cumprem requisição até decisão do tribunal, assegura SITAVA

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) está a pedir aos funcionários da TAP que cumpram a requisição civil até que o tribunal se pronuncie sobre o pedido de impugnação da requisição civil decretada pelo Governo. O SITAVA avançou com a impugnação da requisição civil decretada pelo Governo para minimizar os impactos da […]

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) está a pedir aos funcionários da TAP que cumpram a requisição civil até que o tribunal se pronuncie sobre o pedido de impugnação da requisição civil decretada pelo Governo.

O SITAVA avançou com a impugnação da requisição civil decretada pelo Governo para minimizar os impactos da greve da TAP nos dias 27, 28, 29 e 30 de dezembro, mas pelas 17:45 de hoje, a quase seis horas antes do início da greve, aguardava pela decisão do tribunal, disse o dirigente sindical Armando Costa à agência Lusa.

“Até ser conhecida a decisão do tribunal estamos a aconselhar os nossos associados para que cumpram a requisição civil”, afirmou Armando Costa, ainda que, para o SITAVA, a requisição civil decretada pelo Governo esteja “coberta de ilegalidades”.

O sindicato espera ainda “ter uma decisão judicial em tempo útil por forma a permitir o direito à greve”, mas “dado o pouco tempo até ao início da greve”, coloca duas hipóteses aos trabalhadores: cumprir a requisição civil (isto sem decisão) ou cumprir apenas os serviços mínimos decretados (caso o tribunal decida pela impugnação).

O sindicato marca ainda uma greve entre as 14:00 e as 18:00 de dia 14 de janeiro, para a realização de um plenário geral de trabalhadores, que estava marcado inicialmente para segunda-feira.

O SITAVA é um dos três sindicatos que mantêm o pré-aviso de greve, além dos sindicados nacionais dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC) e do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), depois dos restantes nove sindicatos (dos 12 que tinham apresentado pré-avisos de greve) terem anunciado, na quarta-feira, a desconvocação da paralisação.

Na quarta-feira, o Governo aceitou discutir com os sindicatos as condições para manter a TAP em Portugal por dez anos após a privatização da empresa, segundo um memorando assinado pelo executivo e pelos nove sindicatos da TAP que desconvocaram a greve.

A decisão de relançar a privatização da companhia aérea, suspensa em dezembro de 2012, acendeu uma onda de contestação que culminou com a marcação desta greve por uma plataforma que juntou 12 sindicatos, à qual o Governo respondeu com a imposição de uma requisição civil aos trabalhadores da TAP, para minimizar o impacto da paralisação.

OJE/Lusa

Recomendadas

Marques Mendes: “Costa Silva recupera autoridade ou sai. O país precisa de um ministro da Economia forte”

“De um Governo com maioria absoluta, à partida um Governo forte, esperava-se unidade, coesão, determinação, energia, mobilização, espírito reformista. O que encontrámos? Exatamente o contrário”, disse este domingo o comentador da SIC.

Moçambique baixa receitas fiscais do gás ao fundo soberano para 40%

Moçambique deverá ser um dos maiores exportadores mundiais de gás a partir de 2024, beneficiando não só do aumento dos preços, no seguimento da invasão da Ucrânia pela Rússia, mas também pela transição energética.

PCP defende aumento do salário mínimo nacional para 850 euros em janeiro

O secretário-geral do PCP acusou o Governo de querer “retomar todos os caminhos da política de direita, fazer comprimir ainda mais os salários, facilitar a exploração, abrir espaço para os negócios privados na saúde e na educação, condicionando ou justificando as suas opções com as orientações e imposições da União Europeia e do euro”.