“TAP vai começar a devolver parte do empréstimo em 2025”, diz sec. Estado do Tesouro

“Só em 2025 é que conseguimos ter uma situação de tal forma que permita  à TAP gerar recursos necessários para a operação e começar, embora ainda de forma muito marginal,  a devolver parte do empréstimo que recebeu”, salientou Miguel Cruz, em conferência de imprensa.

O plano de reestruturação da TAP prevê que a companhia aérea atinja o equilíbrio operacional até 2023 e um resultado líquido positivo no ano seguinte, para depois poder começar a devolver parte do apoio público em 2025,  afirmou esta sexta-feira o secretário de Estado do Tesouro, Miguel Cruz.

“A nossa expectativa é de que em 2025, a procura estará muito próxima do pico em finais 2019. Estamos a falar de estar acima dos três mil milhões de euros de receitas, da TAP SA em 2025.”, afirmou Cruz, em conferência de imprensa conjunta com Pedro Nuno Santos, ministro das Infraestruturas e da Habitação, para apresentar o plano. “Isso significa que o equilibrio operacional será alcançado algures entre 2022 e 2023”.

Cruz adiantou que o equilíbrio de resultados “estamos a falar muito claramente em resultado líquido”, será alcançado algures entre 2023 e 2024.  “Estamos a projectar resultados líquidos positivos já em 2024”.

“No entanto só em 2025 é que conseguimos ter uma situação de tal forma que permita  à TAP gerar recursos necessários para a operação e começar, embora ainda de forma muito marginal,  a devolver parte do empréstimo que recebeu”, salientou o governante.

O Governo esteve reunido em Conselho de Ministros extraordinário na noite de terça-feira, para apreciar o plano de reestruturação da TAP, que foi entregue em Bruxelas nesta quinta-feira, 10 de dezembro. Antes disso, o ministro das Infraestruturas apresentou o plano aos vários grupos parlamentares, em reuniões que decorrem à porta fechada.

Após a entrega à Comissão Europeia, o Governo está a fazer hoje uma apresentação pública do plano de reestruturação, condição dada por Bruxelas para aprovar o auxílio estatal de até 1.200 milhões de euros à companhia aérea.

[Em atualização]

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