“Taxa Amazon”. Barcelona prepara-se para taxar empresas de entregas

A cidade espanhola deverá aplicar uma taxa às empresas que circulem no espaço público para entregar encomendas online. Medida abrange empresas com mais de um milhão de euros em receitas anuais e deverá encaixar cerca de 3 milhões nos cofres da autarquia.

Amazon

A cidade espanhola de Barcelona deverá introduzir a apelidada ‘taxa Amazon’ às empresas de distribuição de encomendas que operem na cidade, avança o jornal ‘Catalan News’. A ser aprovada, a medida deverá abrangar as empresas com mais de um milhão de euros em receitas anuais, isto é, cerca de 26 empresas, sendo a maior delas a Amazon. Feitas as contas, a cidade espera encaixar até 2,6 milhões de euros anualmente, refere a mesma publicação.

Espera-se que a medida, que já foi acordada ao nível local, seja votada em fevereiro e implementada em março, mas resta saber se o custo da nova taxa caberá às empresas ou se se vai refletir nos portes de entrega, que são pagos pelos consumidores.

O objetivo é taxar as empresas de entregas que utilizem o espaço público. “Este mundo e esta cidade não conseguem comportar com o facto de uma encomenda de 300 gramas ser entregue por um veículo de 1,5 toneladas”, disse o conselheiro municipal Jordi Martí numa conferência de imprensa na passada sexta-feira. O conselho – um órgão de gestão local semelhante às autarquias portuguesas – entende que as empresas de distribuição e entregas são responsáveis por grande parte do trânsito e poluição em Barcelona.

A iniciativa exclui, contudo, os pontos de recolha, o que significa que as empresas não terão de pagar a taxa se a encomenda for entregue num desses pontos, ao invés da morada do consumidor. Para facilitar a transição, a cidade compromete-se a criar um registo municipal de pontos de recolha, a ser atualizado anualmente.

Fora da medida estão também as pequenas e médias empresas de entregas sediadas na cidade e cuja operação seja circunscrita a Barcelona. Também não estão abrangidas as empresas de entregas de refeições, como a Uber Eats, Glovo ou Bolt Food.

O responsável máximo do conselho, Jaume Collboni, apelida a iniciativa de “pioneira”, já que não existe medida semelhante noutra cidade europeia. O objetivo, garante, é “evitar o domínio destas plataformas” e favorecer “o comércio local”.

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