Taxa de desemprego cai para 5,9% em julho (com áudio)

O desemprego encolheu em julho. Depois de ter ficado estacionado em 6% durante dois meses (maio e junho), situou-se em 5,9%, tendo, assim, “permanecido inalterado em relação a três meses antes”, realça o INE.

Depois de ter ficado dois meses estacionado nos 6%, o desemprego recuou ligeiramente em julho. De acordo com o destaque publicado esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa situou-se em 5,9% no primeiro mês do segundo semestre, valor que corresponde a um decréscimo de 0,1 pontos percentuais (p.p.) face ao mês anterior e a uma quebra de 0,7 p.p. em termos homólogos. Já a taxa de emprego manteve-se em 63,7%.

Inicialmente, o gabinete de estatísticas tinha indicado que a taxa de desemprego subira ligeiramente em junho, mas, afinal, tal não aconteceu. Antes, e segundo a nota divulgada esta manhã, ficou estacionada nos 6%, valor idêntico ao registado em maio.

Assim, depois de ter ficado estável durante dois meses, em julho o desemprego caiu 0,1 p.p. para 5,9%, indica a estimativa preliminar. “A população desempregada (306,2 mil indivíduos) diminuiu em relação ao mês anterior (1,1%) e a julho de 2021 (10,2%)”, salienta o INE.

Por outro lado, a taxa de emprego manteve-se em 63,7%, valor que representa um acréscimo homólogo de 0,7 pontos. “A população empregada (4.876,2 mil indivíduos) observou um decréscimo em relação ao mês anterior e a três meses antes (0,1% em ambos) e um acréscimo de 0,9% relativamente ao mês homólogo do ano anterior”, detalha o gabinete de estatísticas.

Contas feitas, a população ativa diminuiu 0,1% em relação a junho para 5.182,5 mil pessoas, o que é explicado pela redução da população empregada e da população desempregada. Ainda assim, manteve-se “próxima do máximo dos últimos dez anos”, ressalva o INE. Já face a julho de 2021, este indicador aumentou 0,1%.

Em contraste, a população inativa registou um acréscimo em relação ao mês anterior e a três meses antes (0,3% e 0,1%, respetivamente) para 2 478,0 mil indivíduos. “O aumento da população inativa foi explicado, essencialmente, pelo acréscimo do número de outros inativos, os que nem estão disponíveis, nem procuram emprego (8,5 mil; 0,4%) e do número de inativos à procura de emprego, mas não disponíveis para trabalhar (4,3 mil; 11,8%)”, é realçado na nota divulgada esta manhã. Face ao verificado há um ano, julho de 2022 foi sinónimo de um decréscimo de 1,0%.

O INE avança, a propósito, que a taxa subutilização de trabalho situou-se em 11,5%, menos 0,1 p.p. do que no mês anterior e menos 0,9 p.p. do que no mesmo mês o ano anterior.

Convém explicar que a subutilização do trabalho inclui desempregados, subemprego em tempo parcial, inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuram um novo posto e inativos que procuram emprego mas não estão disponíveis para começar um novo trabalho.

A julgar pelos dados divulgados esta manhã, a guerra e a escalada dos preços ainda não estão a pressionar de modo significativo o emprego, o que não significa que não haverá um agravamento nos próximos meses, conforme explicaram os economistas ouvidos pelo Jornal Económico.

Para setembro, o Governo prometeu um pacote de medidas para ajudar empresas e famílias a lidarem com a atual conjetura.

(Notícia atualizada às 11h48)

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