Taxa de desemprego sobe para 6,1% em junho

O desemprego voltou a subir ligeiramente, indica a nota divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. Em junho, a taxa fixou-se em 6,1%, mais 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que no mês anterior. Ainda assim, face a junho de 2021, verificou-se um recuo de 0,6 pontos percentuais. “A taxa de desemprego situou-se em 6,1%, […]

O desemprego voltou a subir ligeiramente, indica a nota divulgada esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística. Em junho, a taxa fixou-se em 6,1%, mais 0,1 pontos percentuais (p.p.) do que no mês anterior. Ainda assim, face a junho de 2021, verificou-se um recuo de 0,6 pontos percentuais.

“A taxa de desemprego situou-se em 6,1%, valor superior ao do mês precedente em 0,1 p.p. e ao de três meses antes em 0,2 p.p., mas inferior em 0,6 p.p. ao de um ano antes”, detalha o gabinete de estatísticas, no destaque publicado esta manhã. De notar que já em maio o desemprego tinha subido ligeiramente: inicialmente, o INE tinha apontado para um acréscimo de 0,2 p.p., mas, entretanto, reviu esse valor, indicando agora que se verificou, afinal, um aumento de 0,1 p.p., ou seja, igual ao que acabou por se registar em junho.

Quanto à população desempregada, o último mês do primeiro semestre de 2022 foi sinónimo de um crescimento de 1% para 313,7 mil indivíduos. Já face ao mês homólogo, esse universo caiu 8,8%.

E no que diz respeito ao emprego, o INE avança que a população empregada caiu 0,3% em cadeia e aumentou 0,8% em termos homólogos, fixando-se em 4.855 mil indivíduos.

Junho trouxe, por outro lado, um acréscimo da população inativa, face ao mês anterior. Em causa está uma subida de 0,5% para 2.490,9 mil indivíduos. Já em termos homólogos, verificou-se um decréscimo de 1%.

No destaque publicado esta manhã, o gabinete de estatísticas acrescenta que “a taxa subutilização de trabalho situou-se em 11,6%, mais 0,1 p.p. do que no mês anterior, mais 0,2 p.p. do que três meses antes e menos 0,9 p.p. do que no mesmo mês do ano anterior”.

Ora, a subutilização do trabalho inclui desempregados, subemprego em tempo parcial, inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuram um novo posto e inativos que procuram emprego mas não estão disponíveis para começar um novo trabalho. Ou seja, essa evolução pode ser explicada, pelo menos, em parte pelo agravamento do desemprego.

Contas feitas, em junho, a população ativa diminuiu 0,3% em cadeia e aumentou 0,2% face ao mesmo mês de 2021, situando-se em 5.169,2 mil indivíduos.

A julgar pelos dados divulgados esta sexta-feira, a guerra e a escalada dos preços ainda não estão a pressionar de modo significativo o emprego, tendo em conta que a taxa continua abaixo dos níveis pré-pandemia. Por exemplo, em junho de 2019, o desemprego fixou-se em 6,6%. Ainda assim, o Governo já anunciou que em setembro irá lançar um novo pacote de apoios às famílias e às empresas, já que a inflação tem feito aumentar de modo considerável os custos.

(Notícia atualizada às 11h30)

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