Taxa de juro média nos novos créditos à habitação sobe em abril para máximo desde julho de 2020

A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação subiu para 1,06%, contra 1,03% em março, situando-se no valor é mais alto desde julho de 2020, divulgou hoje o Banco de Portugal.

A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação subiu para 1,06%, contra 1,03% em março, situando-se no valor é mais alto desde julho de 2020, divulgou hoje o Banco de Portugal.

Segundo a nota de informação estatística de abril relativa às taxas de juro e montantes de novos empréstimos e depósitos, em abril, os bancos concederam 1.910 milhões de euros de novos empréstimos aos particulares, uma queda de 554 milhões face a março.

Em abril, o montante emprestado desceu em todas as finalidades: o crédito para habitação totalizou 1.320 milhões de euros, o crédito para consumo diminuiu para 416 milhões de euros e o crédito para outros fins baixou para 175 milhões de euros (contra, respetivamente, 1.691, 513 e 260 milhões de euros em março).

A taxa de juro média dos novos empréstimos à habitação subiu para 1,06%, contra 1,03% em março, atingindo o valor “mais elevado desde julho de 2020”, salienta o BdP.

No crédito ao consumo, a taxa de juro média baixou para 7,79%, face aos 7,83% em março.

Em abril, o montante de novos depósitos de particulares diminuiu para 3.554 milhões de euros (4.092 milhões de euros em março).

A taxa de juro média manteve-se no mínimo histórico de 0,04% pelo sexto mês consecutivo.

“Do montante de novos depósitos constituídos, 86% foi aplicado em depósitos a prazo até um ano, também remunerados à taxa de juro média de 0,04%”, segundo o BdP.

Já os novos depósitos de empresas totalizaram 749 milhões de euros em abril, dos quais 694 milhões de euros foram aplicados em depósitos a prazo até um ano, remunerados a uma taxa de juro média de 0,06%.

“Na área do euro, a taxa de juro média dos novos depósitos de empresas a prazo até um ano permanece negativa desde agosto de 2019”, refere o banco central.

Em abril, o montante de novos empréstimos concedidos pelos bancos às empresas foi de 1.709 milhões de euros, menos 520 milhões em relação a março.

“Esta diminuição verificou-se quer nos empréstimos até um milhão de euros, em que o montante emprestado foi de 952 milhões de euros (1.265 milhões de euros no mês de março), quer nos empréstimos acima de um milhão de euros, em que o montante foi de 758 milhões de euros (964 milhões de euros em março)”, refere a instituição liderada por Mário Centeno.

A taxa de juro média manteve-se em 1,86%, subindo para 2,13% nos empréstimos até um milhão de euros e reduzindo-se para 1,52% nos empréstimos acima de um milhão de euros.

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