Taxa de privação material e social severa na Madeira diminuiu para 8,9% em 2021, mas é superior à taxa nacional

A região autónoma apresenta um valor superior ao nacional em 2,9 pontos percentuais, sendo que neste último, a taxa é de 6%. Não obstante, a Madeira viu a taxa de privação material e social severa diminuir em 2,4 pontos percentuais face ao ano anterior.

Em 2021, a taxa de privação material e social severa na Região Autónoma da Madeira diminuiu para 8,9%, mas este valor continua a ser superior ao registado a nível nacional, segundo dados apurados pela Direção Regional de Estatística da Madeira (DREM).

A região autónoma apresenta um valor superior ao nacional em 2,9 pontos percentuais, sendo que neste último, a taxa é de 6%. Não obstante, a Madeira viu a taxa de privação material e social severa diminuir em 2,4 pontos percentuais face ao ano anterior.

Os Açores registam a segunda taxa mais alta, de 8,7%, e o Alentejo apresenta o valor mais baixo neste indicador, de 4,5%.

O conceito de privação material e social foi incluído na monotorização de pobreza e exclusão social da União Europeia, no âmbito da estratégia “Europa 2030”, e inclui novos indicadores pertinentes ao bem estar dos indivíduos, tais como roupa e calçado novos, dinheiro de bolso, lazer e interação social. São considerados treze indicadores relacionadas com necessidades sociais e económicas e bens duráveis dos agregados familiares, dos quais sete correspondem à família e seis são do foro individual.

A DREM calcula a taxa de privação material e social pela proporção da população em que se verifica pelo menos cinco dos treze indicadores de privação social severa.

No âmbito familiar, os indicadores vão desde a falta de capacidade para assegurar o pagamento de uma despesa inesperada que esteja próxima do valor mensal da linha de pobreza, sem pedir empréstimos, à não capacidade de pagar uma semana de férias por ano fora de casa para todos os membros do agregado, bem como atrasos em pagamentos de rendas ou despesas habitacionais, nas quais se inclui a incapacidade para manter a casa aquecida. A incapacidade de ter uma refeição de carne ou peixe de dois em dois dias é também um fator, bem como a privação, por motivos financeiros, de adquirir um automóvel ou de substituir o mobiliário usado.

No foro individual, a DREM apurou dados relativos a indivíduos maiores de 16 anos, no que diz respeito à falta de possibilidade de substituição de roupa usada por roupa nova, de ter dois pares de sapatos do tamanho correto, bem como possuir algum dinheiro para poder gastar consigo próprio semanalmente. É também monitorizado se o indivíduo tem a possibilidade de participar regularmente numa atividade de lazer, e impossibilidade de socializar com amigos e familiares para uma bebida ou refeição mensal. A privação do uso da internet para uso pessoal é também um fator que é tido em conta.

De referir que a taxa de risco de pobreza ou exclusão social na Madeira é de 28,9%, sendo a mais alta do país.

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