Taxa Euribor a 3, 6 ou 12 meses: qual escolher?

Quando compra uma casa, terá de escolher o prazo da taxa Euribor que pode ser de 3, 6 ou 12 meses. Explicamos o que significa cada um e como escolher.

A taxa Euribor está presente em praticamente todos os créditos habitação, e está sempre debaixo dos holofotes devido à influência que tem no valor das prestações mensais. Saiba o que significa e como escolher o prazo adequado neste artigo realizado pelo ComparaJá.

O que é a Taxa Euribor e como funcionam os prazos a 3, 6 ou 12 meses?

A Euribor, ou Euro Interbank Offered Rate, é um juro que os bancos pagam a outras instituições para financiar a sua atividade. Tal como acontece com os consumidores e com as empresas, também os bancos pedem dinheiro emprestado a outros bancos e pagam juros por isso. A Euribor é calculada pela média das taxas de juros praticadas pelos 52 maiores bancos da zona euro, num determinado prazo.

A Taxa Euribor não é fixa. Encontra-se sujeita a oscilações diárias em função da média das taxas de juros dos bancos mais ativos na zona euro. Assim, pode subir ou descer. De cada vez que a Euribor sobe, os empréstimos ficam mais caros e mensalidade da casa sobe. Se baixarem, a taxa de juro também desce. Este reflexo não é direto; pode levar semanas ou meses, ou não acontecer de todo.

Apesar de a Euribor sofrer flutuações diárias em função da atividade dos bancos, o cliente pode decidir o momento em que a taxa é recalculada. Os prazos mais comuns são 3, 6 e 12 meses, sendo que a escolha influencia o valor mensal da prestação; ou seja, o prazo define o ritmo a que a Euribor é atualizada.

Assim, ter um crédito habitação indexado à Euribor a 3 meses significa que o seu banco só pode rever o valor dessa taxa de 3 em 3 meses. Com a Euribor a 6 meses, a revisão será semestral e, com a Euribor a 12 meses, a atualização acontecerá apenas uma vez por ano.

Em todos os casos, o valor da Euribor utilizado para a prestação que irá vigorar nos 3, 6 ou 12 meses seguintes é calculado com base na média aritmética simples do mês anterior. Em Portugal, o prazo mais utilizado para o crédito à habitação é a Euribor a 6 meses. Mas será este o melhor prazo? Como escolher?

O que significa uma Euribor a 3 meses?

Geralmente, uma Euribor com um prazo mais curto tem valores mais baixos, mas também responde mais rapidamente às oscilações (seja descida ou subida). Dito doutro modo, as prestações podem ser, à partida, mais convidativas, mas há maior volatilidade e incerteza. Não sabe se, passados 3 meses, a sua prestação sobe ou se desce. Em suma, há menor estabilidade e, sempre que ouvir nas notícias que a Euribor está a subir, corre o risco de a sua prestação mensal também subir.

O que significa uma Euribor a 6 meses?

Esta é a Taxa Euribor mais escolhida pelos portugueses, uma vez que se posiciona num nível intermédio de risco. Nesta modalidade, a Taxa Euribor é recalculada a cada 6 meses e o valor da prestação da casa aumenta ou desce com uma frequência intermédia entre os 3 e os 12 meses. Quando a Euribor regista crescimentos mais preocupantes, as famílias tendem a voltar-se para prazos maiores, que proporcionam mais estabilidade.

O que significa uma Euribor a 12 meses?

A Taxa Euribor a 12 meses acarreta juros ligeiramente mais elevados, mas, ao mesmo tempo, garante maior estabilidade dos custos. Uma vez que apenas é atualizada uma vez por ano, a sua prestação mensal não vai mudar ao longo desse período, mesmo que a Euribor se altere. Assim, neste prazo mais longo paga-se uma espécie de prémio (ou seja, valores geralmente mais altos) pela estabilidade do preço.

Qual é, afinal, o melhor prazo da Taxa Euribor?

Esta é uma pergunta que não tem uma resposta definitiva e universal. Não é possível antecipar, com segurança e certeza, quando as Taxas Euribor vão subir ou descer, nem em que medida, pelo que é impossível saber ao certo o impacto que terá no valor da sua prestação.

Quando as taxas estão a subir, o ideal é ter um prazo maior porque, desta forma, a sua prestação só será atualizada mais tarde. Quando as taxas estão a descer, pode ser mais vantajoso que a prestação seja revista mais cedo, para poder beneficiar dessa descida.

Assim, antes de tomar a sua decisão, deve fazer as contas a uma possível subida da prestação, pressupondo que os seus rendimentos não se alteraram. Assim, estará em condições de verificar se continua a conseguir pagar a prestação.

No fundo, a escolha dependerá do seu perfil, se procura mais estabilidade ou menos, e da tolerância que tem à possibilidade de a sua prestação mudar em poucos meses. Faça pesar na sua decisão o ponto-chave fundamental: uma Euribor curta reflete constantemente a evolução dos juros (para o bem e para o mal) e uma Euribor longa envolve alterações mais espaçadas.

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