Taxas médias da Euribor a seis meses disparam em setembro para quase 1,6%

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 6 de junho, avançou hoje para 1,809%, mais 0,009 pontos, depois de ter subido na quarta-feira até 1,858%, um máximo desde janeiro de 2009.

As médias das taxas Euribor a três, seis e 12 meses dispararam para 1,011%, 1,596% e 2,233% em setembro, contra 0,395%, 0,837% e 1,249% em agosto.

Hoje, último dia de setembro, as taxas Euribor subiram a três e a seis meses e desceram a 12 meses face a quinta-feira.

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno positivo em 6 de junho, avançou hoje para 1,809%, mais 0,009 pontos, depois de ter subido na quarta-feira até 1,858%, um máximo desde janeiro de 2009.

A média da Euribor a seis meses subiu de 0,837% em agosto para 1,596% em setembro.

A Euribor a seis meses esteve negativa durante seis anos e sete meses (entre 6 de novembro de 2015 e 3 de junho de 2022).

A Euribor a três meses, que entrou em 14 de julho em terreno positivo pela primeira vez desde abril de 2015, também avançou hoje, ao ser fixada em 1,173%, mais 0,013 pontos, depois de ter subido em 27 de setembro até 1,228%, um novo máximo desde janeiro de 2012.

A taxa Euribor a três meses esteve negativa entre 21 de abril de 2015 e 13 de julho último (sete anos e dois meses).

A média da Euribor a três meses subiu de 0,395% em agosto para 1,011% em setembro.

Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a Euribor recuou hoje, pela terceira vez desde 9 de setembro, ao ser fixada em 2,556%, menos 0,022 pontos, contra 2,625% em 27 de setembro, um novo máximo desde fevereiro de 2009.

Após ter disparado em 12 de abril para 0,005%, pela primeira vez positiva desde 5 de fevereiro de 2016, a Euribor a 12 meses está em terreno positivo desde 21 de abril.

A média da Euribor a 12 meses avançou de 1,249% em agosto para 2,233% em setembro.

As Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de fevereiro, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras este ano devido ao aumento da inflação na zona euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro.

Em 8 de setembro, o BCE subiu as três taxas de juro diretoras em 75 pontos base, o segundo aumento consecutivo deste ano, já que em 21 de julho, tinha subido em 50 pontos base as três taxas de juro diretoras, a primeira subida em 11 anos, com o objetivo de travar a inflação.

No final da última reunião, a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que o aumento histórico de 75 pontos base nas taxas de juros não é a “norma”, mas salientou que a avaliação será reunião a reunião.

A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras BCE.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

Recomendadas

Wall Street fecha instável em face da provável recessão

A indefinição está a marcar a economia interna dos Estados Unidos. sabe-se que haverá uma recessão, mas os seus contornos em termos de profundidade e duração não são claros. E o mercado mobiliário parece não gostar disso.

Há quem queira fugir à regulação do mercado criptoativo, alerta responsável europeia

A regulação deverá chegar no espaço de um ano, diz a comissária europeia para os serviços financeiros. Mas há ‘players’ do mercado que escolhem deliberadamente jogar contra as regras, avisa. A abordagem deve ser “global”.

Lagarde e o ‘whatever it takes’ para controlar a inflação. Ouça o podcast “Mercados em Ação”

No “Mercados em Ação”, podcast do JE, vai poder contar com a análise de especialistas em temas como ações e obrigações; investimento e poupança; BCE e FED; resultados e empresas; análises e gráficos.
Comentários