Tecnológica Colt abre novo centro de competências em Portugal ainda em dezembro

O Language Technical Resolution Centre, o segundo centro da empresa britânica de tecnologias das telecomunicações no país, representou um investimento de dois milhões de euros em infraestruturas e pessoal.

Foto cedida

A empresa de tecnologias de telecomunicações Colt Technology Services investiu dois milhões de euros e vai abrir as portas de um novo centro de competências em Portugal ainda em dezembro. O ‘Language Technical Resolution Center’ [centro de resolução técnica de idiomas], em Carnaxide, vai prestar serviços de telecomunicações para clientes em inglês, alemão, francês, italiano e espanhol à escala mundial.

Carlos Jesus, country manager da Colt para Portugal, considera que Portugal está “excecionalmente posicionado” geograficamente e culturalmente no âmbito das comunicações. Na apresentação do centro à imprensa, no Hotel Valverde, em Lisboa, referiu que o país dispõe da “melhor das pontes” com os mercados de expressão portuguesa para o setor das Tecnologias da Informação e Comunicação a nível mundial, de estabilidade e de profissionalismo.

“Não é só pelo negócio que gere mas pela posição geoestratégica que tem. Portugal era um «best kept secret». Este não é o primeiro centro mas é o mais relevante. Há uma clara explosão de centros de competências capazes de responderem à procura crescente de serviços digitais”, afirmou aos meios de comunicação social presentes no encontro.

Trata-se do segundo centro da tecnológica britânica no país, que fazer com que a empresa empregue 80 pessoas no país (65% homens e 35% mulheres), cerca de 75% das quais têm funções de suporte a nível global. O ainda diretor na área de Global Network Operations disse aos jornalistas que o investimento se deve à estratégia de inovação do grupo e ao compromisso da empresa com o mercado nacional, que vai dar maior visibilidade e notoriedade à subsidiária portuguesa, criada em 2001.

A Colt, que atua sobretudo nas Software Defined Networks (SDN) e NFV (Network Function Virtualization), através da IQ Network, liga mais de 850 centros de dados a hubs empresariais e a 27.500 edifícios nas regiões da Europa, da Ásia e da América do Norte. A nível nacional, tem 830 quilómetros (km) de fibra que ligam 12 centros de dados e mais de 760 edifícios na capital, em Oeiras, na Maia, em Gaia e no Porto.

O responsável pela Colt Portugal explicou que o processo de recrutamento teve de ser abordado de forma diferente devido à falta de formação conjunta em línguas e ‘telecoms’ e assegurou que os novos recursos da empresa são pessoas “habilitadas pra fazer atendimento a clientes”. “Fizemos centenas de entrevistas. Optamos por recrutar pessoas com competências na área de customer service a quem temos estado a dar formação intensiva [com a duração de um semestre] nas componentes tecnológicas”, confessou Carlos Jesus.

Sedeada em Londres, a Colt não prevê fazer as malas devido ao ‘Brexit’. No véspera de a primeira-ministra britânica Theresa May enfrentar uma moção de censura interna do partido Conservador, Carlos Jesus garantiu que a empresa não tem intenções de mudar a sua sede após o divórcio Reino Unido – União Europeia.

Há três anos, a Colt investiu cinco milhões de Euros numa Long Distance Network (LDN) em Lisboa (um anel ibérico de fibra ótica com cerca de 1700kms que ligou Lisboa – Porto – Madrid – Lisboa), para disponibilizar comunicações de banda larga. Depois, alocou outros dois milhões de euros na Colt IQ Network, para criar uma nova rede de banda larga de alta velocidade na Península Ibérica (que liga a África, a Europa Mediterrânea e o Norte da Europa). Já no início deste mês a aposta foi na Europa Central e de Leste (Sófia, Zagreb, Brno, Praga, Budapeste, Cracóvia, Varsóvia, Bucareste, Belgrado e Bratislava), com uma ligação entre estes pólos e 10 data centers com equipamentos e plataformas das norte-americanas Ciena e Cisco.

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