Tecnológica Quidgest vai formar 250 pessoas em engenharia de software

A empresa portuguesa garante que com 40 horas de formação os empresários, colaboradores ou empreendedores estão aptos para serem programadores ‘full-stack’.

A tecnológica Quidgest pretende reforçar o conhecimento em engenharia de software e anunciou que, ao longo do próximo ano, irá dar formação a mais 250 pessoas em Portugal para contribuir para a redução do défice de profissionais qualificados nestas tecnologias e para o aumento da requalificação do talento nacional.

Os cursos destinam-se a empresários, gestores, empreendedores, colaboradores ou pessoas que tenham visto as suas funções reduzidas nos últimos meses e queiram iniciar uma nova carreira a desenvolver tecnologia, mas não é necessário ter formação prévia na área da tecnologia para ingressar. Contudo, a Quidgest considera que ter conhecimentos de gestão de base de dados e programação facilitarão a consolidação da aprendizagem.

Os cursos da multinacional portuguesa estarão focados em conceitos e competências associadas à Genio, uma plataforma de geração automática de código assente em modelação e inteligência artificial baseada e metodologias como Model Driven Development (MDD), Rapid Application Development (RAD) e DevOps (desenvolvimento e operações).

Para quem não está familiarizado com os termos, os utilizadores desta plataforma conseguirão desenvolver software através da modelação e não do código manual e basta fazerem a formação de nível um (40 horas) para serem programadores fullstack.

Se as ambições forem maiores há uma formação de até 120 horas (nível três). “Ficam aptos para conceber os sistemas que movem organizações e sociedades e dotados de conhecimento à prova das incertezas do futuro”, garante a empresa, em comunicado enviado à imprensa.

Assim que os formandos obtiverem o canudo, têm oportunidade de trabalhar para as várias áreas de negócio da Quidgest a desenvolver tecnologia ou para um dos clientes e parceiros do ecossistema Genio – consultoras, entidades públicas, entre outros. Se a meta for criar os próprios negócios, a tecnológica assegura que também dará auxílio.

“Os últimos meses comprovaram duas necessidades: a importância de as empresas terem soluções de base digital ágeis e a relevância de requalificarmos pessoas para áreas de trabalho mais estáveis. Vamos ao encontro destas duas necessidades com esta formação, ao mesmo tempo que impulsionamos os gestores e aspirantes a empreendedores a criarem os seus próprios negócios e a gerarem emprego”, diz a gestora de Inovação da Quidgest, Sara Inácio.

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