Teixeira dos Santos: “Não creio que haja grande margem para redução dos impostos” no OE2019

O antigo ministro das Finanças confessou ainda ser mais simpatizante da tributação indireta, numa entrevista à “Antena 1” e ao “Jornal de Negócios” divulgada este domingo. O presidente do EuroBic defende uma redução do IRC.

O ex-ministro das Finanças Fernando Teixeira dos Santos não acredita que exista uma grande margem para baixar os impostos no próximo no Orçamento do Estado. Em entrevista à “Antena 1” e ao “Jornal de Negócios”, assinalou que a tributação direta não é um instrumento eficaz de equidade social.

O presidente do EuroBic espera que o Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) “garanta estabilidade e um quadro estável das políticas públicas”. “No meu entender esse é o mínimo que deveríamos assegurar (…). Não creio que haja grande margem para redução dos impostos”, frisou Fernando Teixeira dos Santos, em declarações à rádio e ao diário de economia.

Do ponto da “justiça e da equidade social no domínio tributário”, o antigo governante português afirmou que não lhe parece “que a tributação direta seja um instrumento muito eficaz”. E argumentou: “Simpatizo mais com a tributação indireta porque a tributação direta tende a recair essencialmente sobre o trabalho porque dada a mobilidade do capital, na economia globalizada, consegue sempre uma grande otimização fiscal, e o fator trabalho acaba por ser sempre aquele que é mais penalizado”.

Na mesma entrevista, o atual responsável pelo EuroBic defendeu ainda uma redução do IRC no OE2019, ainda que ligeira. Segundo Fernando Teixeira dos Santos, tratar-se-ia de um “sinal positivo” que poderia impulsionar o investimento em Portugal.

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