Tejo “está morto”, lamentam municípios ribeirinhos espanhóis

Os municípios espanhóis servidos pelas barragens de Entrepeñas e Buendía, que abastecem de água o transvase Tejo-Segura, lamentaram hoje que o rio Tejo “esteja morto”, classificando 2017 como um “ano nefasto”.

Rafael Marchante/Reuters

Em comunicado, a Associação de Municípios Ribeirinhos das Barragens de Entrepeñas e Buendía, que agrupa 22 concelhos, acusa o Governo espanhol, em particular o primeiro-ministro e a ministra de Agricultura e Pesca, de ter “levado as principais barragens do Tejo e seus municípios ribeirinhos a uma situação limite: estão mortos de sede e sem investimentos”.

Segundo a nota, citada pela agência noticiosa espanhola Efe, as barragens de Entrepeñas e Buendía estão com 9,5% da sua capacidade total.

Face a este cenário, os 22 municípios exigem soluções, como o fim de transvases.

O comunicado assinala que, em 2017, foi feito o transvase de 82,5 hectómetros cúbicos de água, deixando Entrepeñas e Buendía “numa paupérrima” capacidade.

O transvase Tejo-Segura é uma das maiores obras de engenharia hidráulica em Espanha.

Mediante este transvase, passa água das barragens de Entrepeñas e Buendía ao rio Segura através da barragem de Talave.

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