Televisões e motores de busca continuam a ser indispensáveis, diz Havas Media Group

A Havas Media Group, autora do estudo, diz que os “canais de televisão abertos e motores de busca continuam a liderar o ranking de indispensabilidade por parte dos portugueses, porém, e face a 2021, observa-se um crescimento da necessidade de entretenimento (enquanto alavanca de indispensabilidade)”.

Os canais de televisão abertos e os motores de busca “continuam a liderar o ‘ranking’ de indispensabilidade” dos portugueses, mas face a 2021 regista-se “um crescimento da necessidade de entretenimento, revela o estudo ‘Meaningful Media’.

Em comunicado, a Havas Media Group, autora do estudo, diz que os “canais de televisão abertos e motores de busca continuam a liderar o ranking de indispensabilidade por parte dos portugueses, porém, e face a 2021, observa-se um crescimento da necessidade de entretenimento (enquanto alavanca de indispensabilidade)”.

No entanto, os motores de busca (com uma perceção de indispensabilidade ex-aequo com TV) são os que mais descem na perceção de credibilidade (cinco pontos percentuais para 36%). Já como fonte de descoberta, os motores de busca continuam a ser o meio favorito de 67% dos inquiridos, seguindo-se as redes sociais (52%), que passaram para segunda posição, ultrapassando o YouTube (46%).

O estudo conclui que os motores de busca e redes sociais lideram consumo, mas geram desconfiança e incómodo. “O potencial dos motores de busca e redes sociais mantém-se a níveis elevados e não é esperado que regrida”, diz o estudo do Havas Media Group que constata também que estes canais “são encarados como menos credíveis e geram elevados níveis de incómodo”.

O estudo conclui que “os elevados níveis de saturação (repetição) e de intrusão (não os consigo evitar) são dois dos principais motivos para esta perceção generalizada”, refere.

“Uma seleção cada vez mais criteriosa do contexto, das plataformas de comunicação em função dos objetivos, ferramentas de targeting mais apuradas e uma frequência ótima de contacto que limite o incómodo constituem parte da resposta a este dilema”, avança a análise.

O estudo desenvolvido pela agência de meios diz ainda que “com o entretenimento a assumir maior peso enquanto motivação para o consumo de meios entre os portugueses, os serviços de streaming de vídeo subiram para 3ª posição do ranking dos meios mais utilizados para este fim, ultrapassando assim o YouTube. Ainda assim, esta categoria continua a ser liderada pelas redes sociais (48% dos inquiridos) e Canais TV abertos (48%)”.

“De resto, esta é parte da explicação do sucesso dos canais generalistas que continuam a ter um papel proeminente no dia-a-dia dos portugueses, conjugando credibilidade com entretenimento, o que os torna indispensáveis e uma fonte de atualização”, avança o estudo.

“O pódio que continua a ser dominado pelos meios mais tradicionais (canais de TV abertos e jornais, com 72% e 63%, respetivamente), mas é de destacar a considerável subida de 10 pontos percentuais da rádio, com 48% das respostas dos inquiridos”, segundo o estudo.

A rádio demonstrou também “conciliar credibilidade com capacidade informativa, passando de quinto para terceiro lugar do índice de atualização de informação, uma categoria liderada pelos canais de televisão abertos (62%) e pelos motores de busca (50%)”.

“Estes resultados indiciam que nos habituámos a viver com elevados níveis de incerteza e em permanente estado de alerta, pelo que os meios que melhor cumprem a função de entretenimento saem beneficiados em 2022. Daí que se observe um crescimento do consumo dos serviços de streaming de vídeo (com uma subida de quatro pontos percentuais para 33%) e de áudio (com uma subida de dois pontos percentuais para 30%), comparativamente ao estudo anterior, de 2021″, revela o estudo.

“Tendência corroborada pela intenção de manter o nível de gasto nesta área, com um valor superado apenas pela despesa associada a Bens Alimentares e Cuidados de Saúde”, avança a análise.

Já no que se refere aos atributos mais associados aos meios não digitais, estes “continuam a ser a Credibilidade e a Capacidade de Atualização, com os canais TV abertos a acumularem igualmente destaque na função de Entretenimento”.

“A capacidade de atualização informativa está mais associada aos Canais de TV por subscrição, o que denota a importância dos canais informativos. Ainda que a capacidade de atualização permaneça o fator mais relevante em todas as faixas etárias, nesta vaga sobressai o aumento da importância do fator Entretenimento, sobretudo nas faixas mais velhas (45+ anos)”, refere o estudo.

Segundo Sofia Vieira, diretora de Insights & Strategy do Havas Media Group (HMG), “a resposta passa por fatores criativos, formatos e seleção do contexto adequado, mas também por uma monitorização atenta dos resultados das campanhas, algo com que o HMG está comprometido”.

Este foi o terceiro ano consecutivo em que o Havas Media Group desenvolveu o estudo Meaningful Media. Nesta terceira edição do estudo, foram realizadas 600 entrevistas a pessoas residentes em Portugal Continental, com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, realizadas em setembro de 2022.

 

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