“Tem sido um ministro ausente e fugidio” PSD e CDS criticam Tiago Brandão Rodrigues

O PSD acusa Tiago Brandão Rodrigues de desaparecer quando as coisas não correm bem. Já o CDS-PP recordou promessas que considera não cumpridas pelo ministro, como a de que todos os alunos teriam um computador.

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A última reunião plenária do ano ficou marcada pelo debate requerido pelo Partido Social Democrata (PSD) sobre educação e pelas críticas dos sociais democratas e CDS-PP à atuação do ministro.

No Parlamento, o deputado do PSD, Diogo Leite Campos apontou que Tiago Brandão Rodrigues, “tem sido um ministro ausente, fugidio, que aparece a público com intermitências para fazer mais uns quantos anúncios, umas quantas promessas para desviar uma narrativa oca sem rumo e sem estratégia sobre aquilo que realmente importa em matéria de Educação.

“O senhor ministro mantém um silêncio ensurdecedor”, garantiu o deputado social democrata garantindo que “quando as coisas não correm bem desaparece e envia o senhor secretário de estado que tem desempenhado as funções de ministro substituto”.

O deputado do PSD lembrou ainda que “os resultados [dos alunos] regrediram sete posições face ao obtido em 2015” e que o atual executivo habitualmente diz que “a culpa é do Governo anterior”. “Ao fim de 5 anos os senhores têm o desplante de negar a evidência”, referiu.

O PSD quis ouvir o Governo “para que sejam prestados todos os esclarecimentos sobre como vai ser reparado o resultado desastroso do concurso para financiamento dos contratos de patrocínio 2020-2026 para o ensino artístico”, segundo conta em comunicado na página do partido.

Por sua vez, o CDS-PP também criticou o ministério da Educação por promessas que não foram executadas. A deputada centrista, Ana Rita Bessa frisou que “estamos no final do primeiro período parece-me oportuno rever as promessas não cumpridas”.

“Comecemos pela promessa de nove de abril de 2020 aconteça o que acontecer no primeiro dia de aulas todos os alunos terão um computador e nessa promessa do senhor primeiro ministro temos hoje 100 mil computadores e processo de entrega e a expectativa de talvez 60 mil no segundo período”, sublinhou Ana Rita Bessa completando que ” a universalidade que tinha sido prometida ficou pelo caminho”.

Quanto à segunda promessa que o CDS refere que não foi cumprida, Ana Rita Bessa mencionou a “substituição dos professores com celeridade”. “O tal sistema muito oleado que já foi aqui mencionado. Há turmas e disciplinas que continuam no final do período sem professor”, afirmou a deputada do CDS assegurando que “o ministério tem de lidar com o envelhecimento dos docentes”.

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