Tino de Rans: “Quem votou em Marcelo teve pena de não poder votar em mim também”

O candidato às eleições presidenciais de janeiro afirma ter sido traído pelo “voto útil” e diz que na política faltam “pessoas com o coração na boca”.

Tino de Rans

Vitorino da Silva, o candidato às últimas presidenciais mais conhecido como Tino de Rans, defende que era a “segunda opção” a Marcelo e não hesita a comparar-se ao atual presidente. O calceteiro e antigo autarca da Junta de Freguesia de Rans (Penafiel) diz ainda que a oposição ao Governo de António Costa “está dentro da Geringonça”.

Em entrevista ao Notícias ao Minuto, Tino de Rans compara-se a Marcelo Rebelo de Sousa dizendo que ambos são homens do povo. “Somos os dois políticos muito parecidos. No entanto, temos uma escola diferente: Enquanto a minha escola era a da biqueira de aço, a dele era a do ar condicionado, da academia, mas no fundo somos duas pessoas que falamos simples”.

Sem esconder uma profunda admiração pelo Presidente da República eleito, Tino de Rans afirma que “a principal arma do Marcelo é que ele fala para todos, apesar de conhecer quase todas as palavras do dicionário”.

O ex-candidato presidencial diz ainda que “quem votou em Marcelo teve pena de não poder votar em mim também. Eu era a segunda escolha”.

O calceteiro atribui o seu sexto lugar nas eleições ao “voto útil” e recorda as eleições presidenciais de 1986, quando o apelo ao “voto útil” conduziu à perda do democrata-cristão Freitas do Amaral, o candidato com melhor resultado na primeira volta com quase 50% dos votos, para o socialista Mário Soares. Mas ressalva: “Os [votos] que eu tive davam para encher o estádio do Dragão, de Alvalade”.

Sobre o atual Governo em funções, o ex-militante do Partido Socialista (PS) diz que a oposição “está dentro da própria Geringonça” e que António Costa deveria propor o aumento do salário mínimo nacional. “Só se fala de milhões e milhões e ninguém explica os tostões”.

Vitorino da Silva diz ainda que “fazem falta pessoas como o Tino. Pessoas que têm o coração na boca. Não há nenhum político que tenha o coração na língua”.

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