Tolentino de Mendonça recorda luta por uma sociedade mais justa no Natal

“O Natal fica incompleto se cada um de nós não puder ver com os seus próprios olhos e não puder tocar o mistério de Deus”, lembrou o cardeal, numa homilia no Funchal.

O cardeal José Tolentino de Mendonça disse esta quarta-feira, na Sé do Funchal, que o Natal faz crescer a responsabilidade de cada um pela construção de uma sociedade mais justa e fraterna. “O Natal fica incompleto se cada um de nós não puder ver com os seus próprios olhos e não puder tocar o mistério de Deus”, lembrou na homilia de Natal.

“Se a humanidade se torna a narração de Deus, a autobiografia de Deus, então, a responsabilidade pela humanidade dos nossos irmãos cresce, a compreensão de que o Natal de Jesus compromete na construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna, com menos desigualdades, menos indiferença e menos solidão”, referiu.

“Contra o descarte que mata, o Natal inicia-nos na arte da inclusão; contra o esbanjamento egoísta, o Natal pede-nos sobriedade e partilha (…). Nós que contemplamos o presépio, nós que vimos a sua gloria, temos de sair ao encontro da Humanidade que sofre, a humanidade dos nossos semelhantes será sempre o lugar, o lugar mais imediato onde podemos encontrar e tocar o mistério da encarnação de Deus”, observou.

O cardeal Tolentino de Mendonça recebeu segunda-feira a Medalha de Mérito da Região Autónoma da Madeira, atribuída pela Assembleia Legislativa, numa cerimónia que decorreu no parlamento.

A Medalha de Mérito da Região Autónoma da Madeira foi criada há 40 anos para “galardoar as entidades singulares ou coletivas, públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, em vida ou a título póstumo, que tenham prestado assinaláveis serviços à Região ou que, por qualquer outro motivo, a Região entenda dever distinguir”, destaca a ALM, no comunicado.

A atribuição da Medalha de Mérito pelo parlamento madeirense representa, assinala o parlamento madeirense, o reconhecimento do percurso de vida do cardeal, poeta e professor, nascido em dezembro de 1965, em Machico. José Tolentino Mendonça, de 54 anos, é o segundo membro mais jovem do Colégio Cardinalício, após o cardeal de Bangui (República Centro-Africana), Dieudonné Nzapalainga, de 52 anos.

É autor de numerosos livros pelos quais ficou conhecido nos mais diversos quadrantes sociais. O madeirense, arquivista do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, iniciou os estudos em Teologia em 1982 e foi ordenado padre em 1990. Estudou Ciências Bíblicas em Roma e foi professor e vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa, a instituição onde fez o doutoramento em Teologia Bíblica.

Recomendadas

Investigadores de Coimbra “preparam” refeições à base de algas da Figueira da Foz

Algas existentes nos penedos da praia da Tamargueira, em Buarcos, Figueira da Foz, estão na base de um projeto que inclui sopas, pratos salgados e sobremesas.

Emitido mandado de detenção para Vale e Azevedo

O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa emitiu hoje um mandado de detenção para o antigo presidente do Benfica João Vale e Azevedo, alegando que se recusa a comparecer perante o juiz.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta sexta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta sexta-feira.
Comentários