Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

Reações dos investidores ao anúncio de corte de 1,2 milhões de barris por dia na produção de petróleo pela OPEP irá marcar o início da semana. As atenções estarão ainda centradas no parlamento britânico e no Banco Central Europeu.

Kai Pfaffenbach/Reuters

Reação dos mercados ao acordo da OPEP

A OPEP e os países aliados, liderados pela Rússia, chegaram a um acordo na passada sexta-feira para reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhões de barril por dia, a partir de janeiro do próximo ano.

Apesar da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir o preço do petróleo, a OPEP irá diminuir a produção em 800 mil barris por dia, enquanto o conjunto de países conhecidos como OPEP+ concordou em cortar a produção em 400 mil barris de cortes. Na sexta-feira, o mercado petrolífero reagiu em alta com os preços do petróleo a avançarem 5%, mas depois de dois meses de queda, as atenções centra-se agora se a trajetória será de recuperação.

Parlamento britânico vota acordo para o Brexit

Esta terça-feira, dia 11, o Parlamento britânico irá votar o acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia. A Câmara dos Comuns debateu o documentos nos dias 4, 5 e 6, mas a discussão irá continuar nos dias 10 e 11. Serão também votadas também seis alterações ao acordo ‘Brexit’, que serão escolhidas pelo presidente da Câmara dos Comuns, John Bercow. A maioria dos deputados britânicos não parece estar de acordo com o acordo apresentado por Theresa May, o que significa que a primeira-ministra britânica poderá ter de adiar a ida à próxima cimeira do Conselho Europeu, marcada para 13 de dezembro.

Fim do programa de estímulos do BCE

Esta quinta-feira, dia 13, o Banco Central Europeu (BCE) vira a página e deverá anunciar formalmente o fim do programa de estímulos implementado durante a crise, segundo a Reuters. Após este período, o BCE irá ainda implementar um programa de reinvestimentos dos montantes dos ativos que atinjam as maturidades, enquanto os investidores esperam sinais sobre uma possível subida das taxas de juro de referência para o próximo ano.

 

Cimeira do Euro 

Após longas negociações sobre a reforma da zona euro, o líder do Eurogrupo, Mário Centeno, anunciou na semana passada que os Estados-membro tinham chegado a acordo nomeadamente para um reforço do papel do MEE, com o objetivo de aprofundar as capacidades de prevenção e resolução de crises da zona euro. Fora do consenso, ficou a criação do fundo de depósitos comum, no âmbito da União Bancária. Esta quinta e sexta-feira, dia 13 e 14, os Chefes de Estado ou de Governo dos países da zona euro irão reunir-se com o Presidente da Cimeira do Euro e o Presidente da Comissão Europeia, delineando orientações estratégicas sobre as políticas económicas que guiarão a região nos próximos tempos.

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