Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

A semana ficará marcada pela publicação de diversos dados económicos, com destaque para o boletim económico do Banco de Portugal. Já no palco internacional, as atenções dos investidores recaem sobre a última reunião do ano da reserva federal norte-americana.

Indicadores económicos

A semana vai ser rica na divulgação de dados económicos quer nacionais, quer no plano internacional. Esta segunda-feira, o Eurostat publica os dados sobre a inflação na zona euro e, em Portugal, o Instituto Nacional de Estatística (INE) apresenta a conta satélite do turismo para o país, assim como as estatísticas de comércio.

Terça-feira será marcada pela publicação do Boletim Económico de dezembro do Banco de Portugal e no mesmo dia a OCDE apresenta os dados sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do G20.

Já na quarta-feira, o INE divulga a síntese económica de conjuntura e os dados de atividade dos transportes. Na sexta-feira, o Eurostat publica os dados da balança corrente da zona euro, enquanto nos Estados Unidos são publicados os dados sobre os pedidos de subsídio de desemprego.

Reunião da Fed

A última reunião da reserva federal norte-americana arranca esta terça-feira, dia 18, com a expectativa entre os investidores de que o banco central avance com a quarta subida das taxas de juro do ano. No encontro de novembro, a instituição liderada por Jerome Powell manteve o intervalo da taxa diretora entre os 2% e os 2,25%, valores que permanecem sem alterações há três meses.

Manuel Pinho ouvido na Comissão dos CMEC

Esta quinta-feira, dia 20, realiza-se uma das audições mais aguardadas da Comissão Parlamentar de inquérito de rendas excessivas aos produtores de eletricidade, no Parlamento. O antigo ministro da economia Manuel Pinho será ouvido às 16 horas. Antes disso, na terça-feira, dia 18, será ouvido o presidente da EDP Renováveis, João Manso Neto, às 14 horas.

Reação da libra à tensão sobre o Brexit

No mercado cambial, a libra tem-se depreciado face à par norte-americana, em virtude da tensão sobre as negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia. Os investidores estão a digerir a possibilidade do país liderado por Theresa May abandonar o projeto europeu em março sem um acordo, ainda que, segundo a Reuters, a maioria dos analistas perspective que o Parlamento britânico irá aprovar em janeiro o acordo proposto por May.

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