Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

As reuniões dos bancos centrais dos Estados Unidos e da zona euro, dados económicos e as eleições em Inglaterra vão marcar a semana. No domingo, os Estados Unidos poderão impor mais tarifas à China, numa altura em que já se fala da possibilidade de as duas maiores economias mundiais assinarem um acordo de “primeira fase” este mês.

Os mercados e os investidores estarão de olhos postos na segunda metade desta semana com as últimas reuniões de 2019 dos bancos centrais dos Estados Unidos e da zona euro. E, no domingo, poderá haver novos desenvolvimentos na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, se as tarifas previstas por Washington às importações Pequim se concretizarem.

Fed e BCE reunem pela última vez em 2019

O presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Jerome Powell, comunica aos mercados a decisão da última reunião do Federal Open Market Comittee, que reúne nos dias 10 e 11. É esperado que a Fed não altere as taxas de juro depois de três cortes em 2019.

Em outubro, o banco central dos EUA cortou a taxa de juro diretora em em 25 pontos base, para um intervalo de 1,50% a 1,75%, e Jerome Powell sinalizou uma ‘pausa’ nos cortes das taxas de juro, e considerou a política do banco central “apropriada”, realçando que irá manter-se atento à evolução da economia.

A Fed divulga também as projeções sobre o crescimento da economia e da inflação para 2020.

Na Europa, quinta-feira marcará o anúncio da primeira decisão do Conselho dos Governadores do Banco Central Europeu (BCE) sobre as taxas de juro com a francesa Christine Lagarde no leme da instituição.

As expectativas são que a política monetária para a zona euro não sofra alterações depois de, em setembro, o ex-presidente do BCE, Mario Draghi, ter cortado a taxa de juro dos depósitos que os bancos fazem junto do banco central para -0,50%.

As atenções estarão centradas na conferência de imprensa de Christine Lagarde, que poderá anunciar novos medidas e objetivos para a política monetária europeia. No inicio de dezembro, a presidente do BCE foi ouvida pelos deputados do Parlamento Europeu, anunciando que iria levar a cabo uma revisão estratégia do banco central . E, aos deputados europeus, disse que o BCE dispõe de todos os instrumentos necessários para impulsionar a economia da zona euro.

Dados económicos

Na terça-feira, será divulgado o crescimento do PIB britânico em outubro, dois dias antes das eleições para o Parlamento britânico, que opõem o conservador Boris Johnson ao trabalhista Jeremy Corbyn.

No terceiro trimestre deste ano, a economia britânica evitou uma recessão técnica, mas o crescimento anual caiu para mínimos de 2010.

As vendas do retalho nos EUA relativas a novembro serão divulgadas na sexta-feira, e deverão crescer 0,4% em cadeia. Em outubro, este indicador também já tinha subido 0,3% face a setembro.

Guerra comercial também se faz ao domingo

Um novo capítulo na guerra comercial entre os EUA e a China poder-se-á escrever no domingo, dia 15 de dezembro, data prevista para a nova imposição de tarifas da administração Trump a Pequim.

Recentemente, o presidente norte-americano tem ‘baralhado’ os investidores e o mercado em geral depois de ter admitido poder esperar para celebrar um acordo comercial com a China apenas depois das eleições presidenciais de 2020.

Mas, dias depois, Donald Trump revelou que os dois países estariam próximos de um acordo de “primeira fase”, após ameaçar o Brasil e a Argentina com a imposição de tarifas às exportações de aço e de alumínio por considerar que os dois países da América do Sul desvalorizam as respectivas moedas face ao dólar, e de ter imposto tarifas ao produtos franceses no valor 2,4 mil milhões de dólares.

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