Topo da agenda: o que não pode perder na economia e nos mercados esta semana

As atenções estão centradas esta segunda-feira na entrega do Orçamento do Estado para 2020 na Assembleia da República. No plano internacional, destaque para as tréguas entre os Estados Unidos e a China e para a reunião do Banco de Inglaterra.

Cristina Bernardo

Governo entrega o Orçamento do Estado para 2020 no Parlamento

É um dos momentos altos da política nacional, este ano adiado devido às eleições legislativas. O Governo tinha até janeiro para entregar o Orçamento do Estado para 2020, mas o documento, aprovado depois de uma maratona de quase dez horas em Conselho de Ministros, chegará à Assembleia da República esta segunda-feira. O início da discussão orçamental terá lugar a 6 de janeiro, com audições na Comissão de Orçamento e Finanças dos ministros das Finanças, Mário Centeno, e da ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho. Após a discussão e votação na generalidade, entre 13 e 27 de janeiro, terá lugar a discussão e votação na especialidade, para a qual foram adiados vários temas, a decorrer entre 3 e 5 de fevereiro. A discussão e votação final terá lugar a 6 de fevereiro, com o objetivo que o documento chegue às mãos de Marcelo Rebelo de Sousa até ao dia 24 de fevereiro.

Guerra comercial: Finalmente, a “primeira fase” do acordo. E agora, o que se segue?

Os Estados Unidos e a China chegaram um acordo parcial na última sexta-feira, impulsionando os três principais índices norte-americanos, que fecharam a última sessão da semana em alta. Depois do presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado no Twitter que as novas taxas aos produtos chineses não seriam aplicados, este domingo foi a vez de Pequim ter confirmado que decidiu suspender o aumento das taxas alfandegárias que planeava impor a partir aos produtos norte-americanos, apesar de as outras taxas já impostas continuarem em vigor. Os investidores estarão agora atentos aos detalhes sobre a calendarização para as negociações da “segunda fase” do acordo, sem data ainda definida.

Dados económicos em destaque 

O Banco de Portugal divulga esta terça-feira o Boletim Económico, com as projeções para a economia portuguesa até 2022. A panóplia de dados incluem o Produto Interno Bruto, a balança comercial, o investimento, assim como a inflação e o mercado de trabalho. Já na quarta-feira, destaque para a divulgação pelo Instituto Nacional de Estatística das taxas de juro implícitas no crédito à habitação e da síntese económica de conjuntura, ambas relativas a novembro, mas também da conta satélite de turismo.

Banco de Inglaterra reúne, ainda na ressaca das eleições 

O Comité de Política Monetária (CPM) do Banco de Inglaterra reúne esta quinta-feira, não sendo esperadas alterações na taxa de juro directora. A instituição presidida por Mark Carney tem sido relutante em alterar as taxas de juro desde há um ano devido ao impasse sobre o Brexit, mantendo as taxas de juro de referência em 0,75%. Mas após as eleições no Reino Unido e naquela que é a última reunião do ano, os analistas e investidores estarão agora atentos às referências sobre o desempenho económico do país, à meta da inflação ou à possibilidade de alterações na política monetária para o próximo ano.

Corticeira Amorim paga dividendo de 8,5 cêntimos 

A Corticeira Amorim paga a partir desta quinta-feira os dividendos extraordinários relativos ao exercício deste ano. A decisão foi anunciada após a Assembleia Geral Extraordinária de 2 de dezembro de 2019. A empresa liderada por António Rios Amorim detalhou que para investidores de retalho será aplicada uma taxa de 28% em sede de IRS ao dividendo ilíquido de 0,085 cêntimos o que se traduz num dividendo líquido de 0,0612. Já para essoas coletivas será aplicada uma taxa de 25% em sede de IRS, o que resulta num dividendo líquido de 0,06375 cêntimos.

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