Trabalhadores da Dia Portugal estão hoje em greve contra despedimento coletivo

O Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) diz que despedimento coletivo de 181 trabalhadores “é evitável”. Greve desta quinta-feira, 4 de agosto, é justificada pela defesa dos postos de trabalho e contra o encerramento de 25 lojas.

Os trabalhadores da Dia Portugal estão nesta quinta-feira, dia 4 de Agosto de 2022, em greve pela defesa dos postos de trabalho, contra o despedimento coletivo e o encerramento de lojas, avança o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Segundo o CESP, “a Empresa Dia Portugal Supermercados S. A., decidiu iniciar um processo de despedimento coletivo envolvendo 181 trabalhadores e o encerramento de 25 locais de trabalho”, dando conta de que o sindicato “foi impedido” de participar nas reuniões de informação sobre o despedimento coletivo, o que, diz, obrigou o CESP a recorrer aos serviços do Ministério do Trabalho para, no âmbito da prevenção de conflitos, obter informações sobre os impactos deste processo, nos trabalhadores e na empresa. A reunião aconteceu no dia 29 de julho de 2022.

É posição do CESP e dos trabalhadores de que este despedimento “é evitável”, justificando que há falta de trabalhadores nos diferentes locais de trabalho e que as necessidades existentes de trabalhadores para garantir o bom funcionamento das lojas que continuam abertas ao público “conseguiria absorver uma boa parte dos trabalhadores”.

“A par disso, perante o momento sócio económico que vivemos, consideramos que a valorização dos trabalhadores e a sua estabilidade é fator fundamental para reabilitar a imagem e a credibilidade da empresa, como loja de proximidade, junto dos clientes”, acrescenta o sindicato.

Prejuízos de 104,7 milhões no primeiro semestre

A cadeia de supermercados, com sede em Madrid e que em Portugal é dona do Minipreço revela que o prejuízo líquido do semestre situou-se nos 104,7 milhões de euros, em linha com o mesmo período do ano anterior, e destaca a melhoria do resultado financeiro.

“O prejuízo líquido do semestre é reduzido em 0,1% em relação ao primeiro semestre de 2021” e a “dívida financeira do Grupo, por seu lado, aumenta 71,9 milhões face a dezembro de 2021, para os 476,1 milhões de euros”, sendo este “aumento deve-se principalmente aos 134,3 milhões investidos no semestre, dos quais cerca de metade correspondem a investimentos previstos no âmbito do programa de remodelação de lojas que a empresa está a realizar”.

Os resultados alcançados no primeiro semestre do ano representam um ponto de viragem para a transformação que o Grupo Dia iniciou há três anos. Com a proximidade como alavanca estratégica, a empresa confirma a execução de seu plano estratégico em 80% do seu negócio.

No decurso deste semestre, o Grupo Dia adicionou 53 lojas franqueadas, para um total de 2.763, ou 63% da rede de proximidade. Para além disso, o peso da venda das lojas franqueadas passa de 32% das vendas líquidas totais no primeiro semestre de 2021, para 36% no primeiro semestre deste ano, avalizando a excelente aceitação deste modelo por parte dos parceiros franqueados e o bom trabalho que estão a realizar, bem como a boa aceitação por parte dos seus clientes.

O endividamento financeiro líquido aumenta em 72 milhões de euros, alcançando os 476 milhões, “derivado principalmente dos fortes investimentos realizados como parte do ambicioso plano de remodelação de lojas em curso”, revela o grupo espanhol.

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