Trabalhadores da Inditex dizem não ao cartão-refeição

Trabalhadores das lojas do Grupo Inditex manifestaram-se hoje, em Lisboa, contra a utilização do cartão-refeição que não lhes permite fazer o pagamento de despesas como a renda, a prestação da casa, a água, o gás ou a eletricidade. “A empresa impôs o cartão-refeição, mas não teve em conta que este não serve para pagar muitas […]

Trabalhadores das lojas do Grupo Inditex manifestaram-se hoje, em Lisboa, contra a utilização do cartão-refeição que não lhes permite fazer o pagamento de despesas como a renda, a prestação da casa, a água, o gás ou a eletricidade.

“A empresa impôs o cartão-refeição, mas não teve em conta que este não serve para pagar muitas das despesas que os trabalhadores têm. Os trabalhadores, na sua maioria, são muito jovens, estão no início de vida e precisam do dinheiro para fazer face a outras despesas”, disse o dirigente sindical António Santos, à agência Lusa.

Os trabalhadores que estão nas lojas do Grupo Inditex “comem em ‘tupperwares’ e marmitas para que o dinheiro sobre e permita pagar os passes sociais, a creche dos filhos ou mesmo a faculdade, porque há muitos que são estudantes”, explicou o sindicalista do CESP – Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal.

O sindicalista disse ainda que a Inditex (que detém marcas como Zara, Pull and Bear, Massimo Dutti, Bershka ou Stradivarius) se tem “mostrado indiferente” aos pedidos dos funcionários e do sindicato.

Segundo o CESP, a ação de hoje é a primeira que é feita pelos trabalhadores das lojas do Grupo Inditex que pretendem, assim, dizer que “não precisam de cartões de refeição, mas sim do aumento do salário base” e que “desejam acabar com horários sem regras impostos de véspera e pôr termo às alterações unilaterais dos horários”.

António Santos esclareceu que outras empresas que operam em Portugal, mas cuja dimensão é menor, “já resolveram o problema do uso dos cartões-refeição”, tendo afirmado que por detrás de lojas “modernas” está a prepotência dos representantes do grupo em Portugal “que não ouvem, não dão resposta e ignoram as dificuldades [dos trabalhadores]”, apesar de o sindicato “estar disposto” a dialogar.

 

OJE/Lusa

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