Trabalhadores da PT SGPS exigem suspensão da fusão da PT com Oi

As Estruturas Representativas dos Trabalhadores (ERT) da Portugal Telecom SGPS querem que a fusão entre a Portugal Telecom (PT) e a brasileira Oi seja suspensa e que a empresa de telecomunicações seja recomprada. No comunicado enviado às redações, as ERT da Portugal Telecom SGPS revelam que se reuniram hoje para analisar as notícias sobre a […]

As Estruturas Representativas dos Trabalhadores (ERT) da Portugal Telecom SGPS querem que a fusão entre a Portugal Telecom (PT) e a brasileira Oi seja suspensa e que a empresa de telecomunicações seja recomprada.

No comunicado enviado às redações, as ERT da Portugal Telecom SGPS revelam que se reuniram hoje para analisar as notícias sobre a possível alienação da empresa e decidiram que vão “exigir que a fusão da PT com a OI seja suspensa”.

Querem igualmente que “seja negociada a recompra da PT Portugal à Oi dando como ativo as ações que a PT SGPS tem da Oi”.

As ERT decidiram também “exigir à PT SGPS que exerça o seu poder de veto, recusando a venda da PT Portugal”.

Por outro lado, os trabalhadores querem que o “Grupo PT seja recriado a partir de Portugal, mantendo os ativos em África (75% da Africatel) e a participação na Timor Telecom”.

Defendem que sejam encontradas “parcerias de projetos industriais de telecomunicações com operadores de referência, que defendam o diálogo social e a negociação coletiva”.

As ERT anunciam ainda que vão organizar diversas iniciativas, desde uma concentração de ativistas sindicais e da comissão de trabalhadores à porta da sede da empresa, em Picoas, Lisboa, para exigir a suspensão da venda da PT Portugal, manifestação que se estende à sede no Porto.

Está igualmente marcada uma concentração de trabalhadores à porta da residência oficial do primeiro-ministro para “exigir um acordo parassocial (Governo, acionistas e ERT), que garanta os postos de trabalho e o cumprimento dos acordos de suspensão de contrato de trabalho, pré-reforma e complementos de reforma”.

A Oi e a PT anunciaram a fusão dos seus ativos em outubro do ano passado. Este ano, no entanto, o acordo foi abalado após as notícias sobre a operação de compra de dívida da RioForte, ‘holding’ do Grupo Espírito Santo (GES), pela PT.

A polémica em torno da operação levou, no início do mês passado, à renúncia de Zeinal Bava, que ocupava a presidência da Oi desde junho de 2013.

A multinacional do sector das telecomunicações ‘Altice’, que detém a portuguesa Cabovisão, anunciou, entretanto, uma oferta de 7.025 milhões de euros para a compra dos ativos PT fora de África.

A empresária angolana Isabel dos Santos e a Sonae manifestaram quarta-feira disponibilidade para “integrar uma solução” para a Portugal Telecom (PT) que promova “a defesa do interesse nacional”.

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