Trabalhadores de serviços de apoio hospitalar iniciam hoje greve de dois dias

Entre as reivindicações dos trabalhadores junto da empresa estão aumentos salariais, redução do horário de trabalho para 35 horas semanais, melhorias do pagamento do subsídio de risco e do pagamento do trabalho ao fim de semana, atualização do subsídio de alimentação, reforço dos quadros de pessoal e fim de ritmos de trabalho intensos, entre outros.

Os trabalhadores da restauração e serviços de apoio aos hospitais cumprem hoje o primeiro de dois dias greve para reivindicar melhores salários e compensações pelo esforço no período da pandemia, concentrando-se hoje frente ao parlamento.

A greve, marcada pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), afeta à CGTP, é acompanhada de uma “concentração simbólica” frente à Assembleia da República, hoje, pelas 11:00, com cerca de 50 trabalhadores, para “sensibilizar os deputados”, aos quais a federação quer entregar uma moção, para a situação dos trabalhadores do Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH).

Aos deputados e ao Governo estes trabalhadores exigem ser incluídos na compensação prevista para os profissionais de saúde que estiveram na linha da frente no combate à pandemia de covid-19.

Entre as reivindicações dos trabalhadores junto da empresa estão aumentos salariais, redução do horário de trabalho para 35 horas semanais, melhorias do pagamento do subsídio de risco e do pagamento do trabalho ao fim de semana, atualização do subsídio de alimentação, reforço dos quadros de pessoal e fim de ritmos de trabalho intensos, entre outros.

A FESAHT acusa o SUCH de ter recusado negociar “aumentos salariais dignos” e melhorias das condições laborais ao abrigo do Acordo de Empresa dos trabalhadores que ganham maioritariamente o salário mínimo nacional e que asseguram serviços de alimentação de médicos, enfermeiros, funcionários e doentes nos hospitais, mas também de limpeza, manutenção ou lavandaria.

“Os trabalhadores do SUCH são equiparados aos trabalhadores da saúde para cumprimento de deveres, mas não são equiparados aos trabalhadores da saúde para beneficiar de direitos. Os trabalhadores estão confrontados, neste período, com despedimentos, regimes de 12 horas diárias, adiamento das férias, recusa de dispensa ao trabalho para assistência aos filhos, falta de pessoal e rimos de trabalho intensos, falta de equipamentos de proteção individual e coletiva, falta de testes de despistagem da covid-19, etc”, criticou a federação sindical em comunicado divulgado na sexta-feira.

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