Trabalho temporário aumentou 7,5% no terceiro trimestre, mas caiu face a 2019

Olhando para a variação homóloga do índice do trabalho temporário no terceiro trimestre, verifica-se que foram mais 2.653 pessoas colocadas em julho (+8%), mais 1.981 em agosto (+6%) e mais 2.854 em setembro (+8%).

O número de colocações em postos de trabalho temporário aumentou 7,5% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período do ano passado (contabilizaram-se 107.976, depois de 100.488 em 2021). Ainda assim, o valor está abaixo dos registos anteriores à pandemia, com uma queda de 7,5% face ao observado no terceiro trimestre de 2019 (116.766), de acordo com os dados divulgados pela Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos (APESPE-RH), em colaboração com o Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE).

Olhando para a variação homóloga do índice do trabalho temporário no terceiro trimestre, verifica-se que houve mais 2.653 pessoas colocadas em julho (+8%), mais 1.981 em agosto (+6%) e mais 2.854 em setembro (+8%), valores inferiores aos registados nos mesmos meses de 2021, depois de em 2020 terem sido observados valores muito reduzidos, devido à situação de pandemia.

No que diz respeito ao perfil dos trabalhadores temporários colocados no terceiro trimestre, entre 26% e 27% têm mais de 40 anos e cerca de 20% têm 25 a 29 anos. O ensino básico continua a ser o nível de escolaridade predominante entre os colocados (64% no período em análise). Seguem-se as colocações de pessoas com o ensino secundário, as quais aumentaram (29% em setembro), ao passo que as pessoas com licenciatura continuam a representar 6% do total das colocações.

As empresas de “fabricação de componentes e acessórios para veículos automóveis” permanecem na liderança neste âmbito (10% a 12%). Em segundo lugar, surgem as empresas de “atividades auxiliares dos transportes” (5,7% em julho e agosto).

No que respeita a principais profissões, durante o terceiro trimestre o destaque vai para as “outras profissões elementares”, entre 26% e 28%.

Seguem-se os “empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes” (18%) e, em terceiro lugar, os “trabalhadores qualificados do fabrico de instrumentos de precisão, joalheiros, artesãos e similares” (10%). Ainda assim, em setembro foram os “trabalhadores não qualificados da indústria transformadora” que ocuparam o terceiro lugar nas principais profissões do trabalho temporário (9%).

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