Transitários reclamam maior reconhecimento do seu papel na economia portuguesa

APAT “Dia do Transitário” com casa cheia no Porto.

 

“A APAT continua em busca de notoriedade uma vez que o setor dos transitários não recebe o devido reconhecimento pelo peso que tem na economia portuguesa. A APAT prossegue uma estratégia de aumentar a notoriedade do sector, no entanto as próprias empresas deverão assumir um papel ainda mais ativo, quer seja no suporte à associação quer seja no apoio da associação, em iniciativas que contribuam para a melhoria constante do ecossistema logístico nacional”. Foi assim que Paulo Paiva, Presidente da Direção da Associação dos Transitários de Portugal (APAT) abriu o evento de comemoração do Dia do Transitário, realizado na passada sexta-feira, dia 26, nos Gobalio Gardens, em Moreira da Maia, Porto. Recorde-se que a APAT conta com mais de 250 associados que têm um volume de vendas anual de mais de 2 mil milhões de euros e empregam mais de 5.400 pessoas. Paulo Paiva lembrou ainda que “é reconhecido que o transitário é o operador multimodal por excelência pelo que a importância da multimodalidade é o reconhecimento do papel fundamental dos transitários para a competitividade das empresas e países no mercado global. Por inerência, 2018 é o Ano do Transitário”.

Um ano depois

Segundo Paulo Paiva, “a digitalização da economia é vista como um desafio, mas na realidade é mais uma oportunidade para as empresas crescerem e se tornarem mais competitivas, é um desafio e uma oportunidade. A Internet das Coisas, por exemplo, permite aos transitários saber exatamente onde está a mercadoria, a temperatura a que ela está ou se o navio sofreu algum atraso e tudo isto em tempo real. E depois há também o Big Data, a impressão 3D, o Blockchain ou a realidade virtual. Muitas empresas já usam estas tecnologias, mas as pequenas vão ter de começar a pensar nisso e perceber que poderão melhorar o serviço. Mas a digitalização da economia não obriga apenas a que as empresas de transporte de mercadorias e logística abracem novas tecnologias, mas também que se adaptem à digitalização dos processos públicos”. Apesar das oportunidades, Paulo Paiva não deixou de lembrar o Congresso da APAT do fim do ano passado no qual “identificamos oportunidades, desafios, delineamos expectativas, construímos ideias e ideais para o nosso setor, mostramos ao país porque somos fundamentais para a economia nacional e mundial, apontamos ao principal problema para resolver no panorama logístico nacional, e que surpreendentemente, continua por resolver”.

Recomendadas

Portugal e Espanha terão de continuar a ter “exceção ibérica” no preço do gás

O primeiro-ministro disse que tem de continuar a haver uma “exceção ibérica” para os preços do gás mesmo que seja criado um novo mecanismo europeu, porque Portugal e Espanha continuam a ser “uma ilha” energética.

Costa contraria ideia de empobrecimento e afirma que Portugal está a crescer mais do que Alemanha, França e Espanha

Dados de Costa surgem dias depois das previsões de Outono da Comissão Europeia, cujas mais recentes previsões indicam que em 2024 a Roménia ultrapassará Portugal no ranking de desenvolvimento económico da UE.

PremiumOCDE deixa quatro recados a Portugal, do PRR ao orçamento

A OCDE está menos otimista do que estava no verão quanto à evolução da economia portuguesa no próximo ano, tendo revisto em baixa a previsão de crescimento do PIB. Aproveitou também para alertar para a importância do PRR e da consolidação orçamental.
Comentários