Tribunal russo confirma 22 anos de prisão para jornalista acusado de alta traição

Um tribunal de Moscovo confirmou hoje a condenação a 22 anos de prisão, por alta traição, do jornalista e conselheiro da Empresa Espacial do Estado (Roscosmos) Ivan Safronov, rejeitando o recurso interposto pela defesa.

epa09910064 Russian President Vladimir Putin meets with Russian Olympic and Paralympic athletes during a state awards ceremony for Russian medal winners of the Beijing 2022 Olympic Winter Games at the Kremlin in Moscow, Russia, 26 April 2022. EPA/YURI KOCHETKOV

“O veredito do Tribunal Municipal de Moscovo permanece inalterado, o recurso não é permitido”, anunciou o tribunal, de acordo com documentos judiciais citados pela agência de notícias TASS.

A sentença, após uma sessão em tribunal à porta fechada, pode ser executada o mais rapidamente possível, o que implicaria a transferência do condenado para cumprir a pena.

Ao abrigo do artigo sobre traição contra o Estado do Código Penal do país, a sentença contra Safronov é uma das mais severas da história moderna da Rússia.

O jornalista foi detido em julho de 2020 e acusado de entregar dados secretos a uma das agências de informação da NATO. Antes de ser contratado pela Roscosmos, trabalhou para os jornais “Kommersant” e “Vedomosti”, onde escreveu sobre questões militares e relacionadas com o espaço.

Os procuradores alegam que Safronov tinha colaborado desde 2012 com os serviços secretos da República Checa, através dos quais, alegadamente, entregou aos Estados Unidos informações relativas à cooperação militar e técnica do país.

Posteriormente, foi acusado de entregar informações sobre a atividade militar russa a um cientista político germano-russo que, por sua vez, alegadamente deu as informações aos serviços secretos alemães.

O próprio Safronov, contudo, insiste na sua inocência e rejeita todas as acusações de que é alvo.

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