Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa: Troféus fazem 25 anos a olhar para o futuro

Empresas que participam como concorrentes e patrocinadores sublinham a importância da iniciativa da CCILF para o reconhecimento da sua atividade.

Os Troféus da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF) comemoram um quarto de século. Quando questionamos Carlos Aguiar, presidente da CCILF, sobre as “bodas de prata” desta iniciativa, ele aponta para o futuro e para as “bodas de ouro”, a comemorar em 2043. “Como o evidenciam estes 25 anos, haverá troféus mesmo quando a permanência de franceses – atraídos ou não por vantagens fiscais, ou pelo investimento, ou pelo turismo, ou pelas trocas comerciais – acontecerem em alturas menos favoráveis às que temos experimentado nos últimos anos”, afirma Carlos Aguiar.

Para as empresas, é importante participar, como concorrentes a cada um dos prémios, mas também como patrocinadores desta iniciativa. “É extremamente importante para as empresas participarem” nestes Troféus, diz ao Jornal Económico o director-geral da Rubis Energia Portugal, Arnaud Havard. “Estas iniciativas acrescem às empresas a credibilidade de que precisam para o reconhecimento público do bom trabalho que já fazem todos os dias, premiando-as pelo seu esforço”, explica.

A Rubis participou, como candidata, em 2015, e volta a participar agora, como patrocinadora. “[Foi importante] quando ganhámos esta categoria [Troféu Investimento], sendo-nos reconhecido o forte investimento feito em Portugal. Daí querermos patrocinar este prémio para dar o exemplo, incentivando as empresas para o investimento, em especial, as empresas portuguesas que apostam na exportação e na internacionalização dos seus produtos para França e vice-versa”, aponta Havard.

Ricardo Oliveira, diretor da Renault, refere que participar nos Troféus da CCILF é uma forma de as empresas se darem a conhecer. “E mesmo que tal conhecimento possa não chegar de forma ampla ao grande público, chegará sempre aos decisores de outras empresas, várias deles com um papel importante na economia nacional”, aponta, acrescentando que “é curioso ver que aos Troféus da CCILF concorrem empresas de grande dimensão, solidamente implantadas nos respetivos mercados e empresas de dimensão bem menor, muito pouco conhecidas fora do seu âmbito de atividade. Empresas industriais, empresas de serviços, empresas da economia digital”.

“Esta diversidade é extremamente rica e todas as empresas são valorizadas pelos méritos dos seus projetos e não pela sua dimensão”, sublinha Oliveira.

É uma “alavancagem extra” de que as empresas dispõem “para promoverem o seu trabalho junto de parceiros, clientes e de potenciais clientes, melhorando as suas hipóteses de investimento e de crescimento do negócio. Além disso, são também importantes no contexto da captação e retenção do talento, servindo de fonte de motivação e inspiração para os colaboradores das empresas, tornando-as mais atrativas quando recrutam. Iniciativas como esta são, sem dúvida, uma aposta ganha”, acrescenta Arnaud Havard.

Os responsáveis da Vigobloco, que concorre ao Troféu Exportação, explica que decidiu investir na exportação para França, em 2015, “por este ser um mercado com potencial de crescimento”. O resultado é reconhecido: “O mercado de exportação representou no último triénio 24% do volume de negócios da empresa, tendo o mercado francês, no ano transato, representado cerca de 42% do volume de vendas global”. O que esperam dos Troféus? “Que acrescente valor à nossa marca, pelo nosso trabalho e dedicação”, dizem.

 

Importância reconhecida

Carlos Aguiar, em declarações ao Jornal Económico, aponta que, neste marco dos 25 anos, “é devida uma palavra especial de apreço a toda a equipa da Câmara [de Comércio e Indústria Luso-Francesa] e ao seu director-geral. Sem o empenho e o trabalho deles, esta iniciativa não teria a qualidade e a notoriedade que lhe são reconhecidas”.

O reconhecimento é factual. O diretor-geral da Rubis Energia diz que, desde a sua fundação, a CCILF tem “multiplicado esforços para promover as trocas comerciais entre Portugal e França, promovendo e estimulando as relações empresariais entre os dois países. Os Troféus Luso-Franceses são prova disso”. Por isso, pelo terceiro ano consecutivo, “a Rubis Energia patrocina o Troféu Investimento, categoria que venceu em 2015 enquanto empresa francesa que realizou um forte investimento em Portugal”.

Ricardo Oliveira alinha pelas mesmas notas: “A Renault está associada há vários anos aos Troféus da CCILF e essa ligação de longa data é o melhor testemunho da importância que damos à iniciativa e, desde logo, ao facto de estes Troféus premiarem projetos e atividades empresariais que são relevantes para o desenvolvimento económico dos dois países e das empresas envolvidas”

Recomendadas

Assista na quinta-feira à JE Talks: Guia do Investimento Imobiliário (com áudio)

Esta semana as JE Talks olham para as tendências de crescimento e perspetivas que se irão sentir no mercado de investimento imobiliário, um tema que segue na sexta-feira para as bancas com a edição impressa do Jornal Económico. Assista a esta conversa em direto no próximo dia 22 de setembro, às 15h00.

Finanças Verdes. A banca está sensibilizada para a sustentabilidade?

Nesta “Fast Talk” que conta com a presença de Rodolfo Varela Pinto, Partner e Sustainable Finance Leader da EY, falamos de Finanças Verdes e como os bancos e o tecido empresarial têm que estar cada vez mais sensibilizados para os produtos financeiros sustentáveis.

PremiumMais pressão nas contas públicas, mas sem medos de uma crise

Juros em alta, perda de poder de compra e despesa pública a subir: o cenário no médio-prazo das finanças públicas não é o mais animador, mas os sinais de força da economia dão otimismo para enfrentar um ano complicado a nível global.
Comentários