Trump afirma que os Estados Unidos preparam-se para receber “presidente ilegítimo” em dia de reunião do Colégio Eleitoral

O colégio eleitoral prepara-se para se reunir esta segunda-feira para formalizar a vitória eleitoral de Joe Biden e Kamala Harris. Donald Trump, que ainda não reconhece ter perdido as eleições, afirma que o país se prepara para receber “um presidente ilegítimo” e que as disputas legais nos tribunais vão continuar.

Embora a margem de manobra seja cada vez menor, o presidente Donald Trump insiste que os resultados eleitorais vão continuar a ser disputados pela sua equipa legal, frisando que a guerra “ainda não acabou”.

As declarações foram feitas numa entrevista à “Fox News” e acontecem antes que o Colégio Eleitoral, um grupo de grandes eleitores dos 50 estados norte-americanos, se reúnem para formalizar a vitória eleitoral de Joe Biden e da sua vice Kamala Harris. Costuma ser uma mera formalidade – e este ano será exatamente isso, dado que os candidatos democratas têm uma enorme vantagem sobre Trump: 306 votos (sendo que o necessário são 270 votos) contra 232.

Durante a entrevista ao programa “Fox&Friends”, Donald Trump afirmou que embora o Tribunal Supremo tenha rejeitado mais uma ação legal apresentada pelo Texas contra vários estados cujo os resultados apurados foram determinantes para os resultados das eleições, existem ainda outros recursos legais a serem avaliados perante tribunais.

“Não, ainda não acabou”, declarou. “Vamos continuar a avançar. Temos vários casos legais [em curso]”, afirmou, insinuando que a vitória atribuída a Biden no estado de Pennsylvania, Michigan e Georgia não está fechada e que o recurso em Winsconsin continua em jogo.

“As eleições foram manipuladas pelos democratas a nível local e a nível estadual”, continuou. “Preocupa-me que o país tenha um presidente ilegítimo, é o que me preocupa. Um presidente que perdeu e perdeu por uma grande margem”, insistiu, sublinhando ter ganho no Pennsylvania e Wisconsin.

Apesar de continuar persistente, o atual inquilino da Casa Branca reconhece que o tempo é escasso. Questionado sobre a reunião dos Grandes Eleitores do Colégio Eleitoral, que decorre esta segunda-feira, Trump afirmou: “Vamos acelerar os processos o máximo que conseguirmos, mas não podemos acelerar muito mais”, cita a “Fox News” as declarações de Trump, no sábado, durante um jogo de futebol.

Nas eleições de 3 de novembro, o democrata Joe Biden conseguiu os votos suficientes para garantir 306 votos eleitorais. Contudo, cada Grande Eleitor tem a liberdade de escolher o candidato em que votará na reunião, podendo mesmo desrespeitar as indicações manifestadas pelo voto popular.

Nas eleições de 2016, pela primeira vez desde 1808, vários Grandes Eleitores votaram contra o candidato presidencial que deveriam representar: cinco democratas rebelaram-se contra a candidata presidencial Hillary Clinton (nos estados de Washington e Hawai) e dois republicanos rebelaram-se contra o candidato republicano Donald Trump (no Texas).

Os analistas dizem que, este ano, os dois partidos tiveram cuidados acrescidos na escolha dos delegados do Colégio Eleitoral, não sendo de esperar a existência de muitos dissidentes, apesar da contestação de votos por parte dos republicanos em vários estados.

 

Relacionadas

EUA: Colégio Eleitoral reúne esta segunda-feira para normalizar as eleições

Depois de um mês em que a equipa de Donald Trump tentou por todos os meios suspender a vitória de Joe Biden, a reunião do Colégio vai acabar com a instabilidade política. Mesmo que se preveja ainda outro golpe circense a 6 de janeiro.
Protestos pró-Trump em Washington

Grupos pró-Trump marcham e rezam em protesto contra “roubo” da eleição presidencial

Protestos foram convocados em Washington e nas capitais dos estados da Georgia, Pensilvânia, Michigan, Wisconsin, Nevada e Arizona, onde a campanha de Donald Trump questionou a contagem de votos e alegou diversos irregularidades.

Com EUA ausentes de cimeira climática, Biden reitera regresso ao Acordo de Paris

O compromisso dos Estados Unidos sob a sua administração será ser neutro em emissões de gases com efeito de estufa até 2050, referiu Joe Biden, que sucede ao negacionista das alterações climáticas Donald Trump, que retirou o país do Acordo de Paris.

Última oportunidade de Trump esgotada: Supremo Tribunal rejeita ação do Texas sobre resultados eleitorais

Nem o Supremo Tribunal conseguiu atribuir a vitória a Donald Trump que garantiu, no Twitter, estar desiludido com a decisão. Por sua vez, a equipa de Biden aponta que o tribunal “rejeitou decisiva e rapidamente o último dos ataques de Donald Trump e seus aliados ao processo democrático”.

Erdogan diz que sanções dos EUA “desrespeitariam a Turquia”

“Depois da transferência de poder dos EUA, sem dúvida veremos a tendência com muito mais clareza”, disse Erdogan sobre presidência de Biden. “Portanto, devemos ser pacientes e ver”, acrescentou.
Recomendadas

São Tomé/Eleições: PM são-tomense espera eleições ordeiras e “com toda a transparência”

O chefe do executivo afirmou que “o processo na sua globalidade está a decorrer” conforme as expectativas “e fazendo jus à tradição democrática que se vive em São Tomé e Príncipe”, apesar de um protesto na localidade do Bairro do Hospital por falta de água potável na zona.

PremiumGeorge Clooney e o Speedmaster ’57

Coincidindo com o 65º aniversário da linha Speedmaster, a coleção completa Omega Speedmaster ’57 inclui agora oito novos modelos.

Chefes da diplomacia da Rússia e da Guiné Equatorial reuniram-se

Os dois ministros salientaram a importância crucial da segunda Cimeira Rússia-África, a realizar em São Petersburgo em 2023, para o reforço das diversas relações da Federação Russa com nações africanas, adianta-se no comunicado.
Comentários