PremiumTrump acossado no seu ponto mais sensível: a política interna

Em apenas uma semana, o presidente dos EUA recebeu três más notícias. Os seus portadores são Michael Cohen, Paul Manafort e Jerome Powell.

As iniciativas diplomáticas de Donald Trump têm tido duas consequências visíveis: o aumento exponencial do número de países com fortes reservas perante as atitudes do presidente norte-americano; e a capacidade da Casa Branca convencer os norte-americanos (os que votarão na sua eventual reeleição) de que todas as suas iniciativas são precisamente aquilo que fará a “América grande outra vez”.

E é precisamente porque quando se fala de norte-americanos se fala de eleitores que as derrotas internas – que bem vistas as coisas têm sido bem poucas – têm repercussões que o próprio Trump tenta esvaziar de todas as formas. A estratégia é conhecida: Trump ataca sem reservas os que lhe façam frente – seja o procurador-geral, o presidente do FBI ou o dirigente máximo da Fed – assumindo que, ou é ele que tem razão, ou, não tendo, é o sistema que está contra a vontade popular por si personificada.

Mas as duas últimas derrotas podem ser o ponto de viragem desta atitude – que muitos analistas consideram suicidária ou, mais prosaicamente, irresponsável e comprovativa de um espírito pouco focado na realidade – e remetem para o avolumar de eventuais dificuldades em projetar um novo mandato presidencial, em que Trump já disse estar interessado.

 

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