Turismo bate todos os recordes e Governo atribui êxito ao setor privado

O setor do turismo voltou a registar em 2014 recordes em vários indicadores de atividade, com aumentos acima dos 10%, um desempenho que o Governo atribui, maioritariamente, ao setor privado. “Um crescimento de 10% face a um ano de recordes de 2013 só é possível porque houve muita gente a fazer muita coisa muito bem […]

O setor do turismo voltou a registar em 2014 recordes em vários indicadores de atividade, com aumentos acima dos 10%, um desempenho que o Governo atribui, maioritariamente, ao setor privado.

“Um crescimento de 10% face a um ano de recordes de 2013 só é possível porque houve muita gente a fazer muita coisa muito bem feita. Em primeiro lugar, o setor privado, as empresas e os trabalhadores, em segundo lugar, o Governo anterior que criou condições para termos estes resultados e a estratégia já deste Governo de promoção mais eficaz, que conseguiu colocar Portugal no mapa, permitindo termos um crescimento muito superior ao dos nossos concorrentes”, afirma o secretário de Estado do Turismo à Lusa, quando levado a fazer um balanço global.

No entanto, a ter que identificar ou isolar um ‘responsável’ pelo bom desempenho do setor, Adolfo Mesquita Nunes é perentório: “seria claramente o setor privado, não só as empresas, mas os trabalhadores, que penso que estão de parabéns”.

Os últimos dados disponíveis do Banco de Portugal, divulgados a 20 de novembro, revelam que o saldo da balança turística em Portugal atingiu os 5,5 mil milhões de euros até setembro, um aumento de 15% face a igual período de 2013, com as receitas do turismo a ascenderem a 8 mil milhões de euros, um crescimento de 12%, e as despesas a fixarem-se em quase 2,5 mil milhões de euros, uma subida de 5,9%.

Só no mês de setembro, revelou a entidade, deu-se um avanço de 23,7% no saldo da balança turística, face a igual mês de 2013, o que representou 875,7 milhões de euros.

O presidente do Turismo de Portugal, João Cotrim de Figueiredo, tinha estimado em outubro que 2014 seria um “ano recorde” para o setor, apontando para que o saldo da balança turística no país atinja os 7 mil milhões de euros no final do ano, representativos de cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Já no que diz respeito às dormidas na hotelaria, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes a setembro, em termos acumulados, o crescimento é de 10,6%, com as dormidas totais (de residentes e não residentes) a atingirem os 37,5 milhões.

Este ano fica também marcado pela recuperação nas dormidas dos residentes em Portugal, que em termos acumulados cresceram 13,3% nos primeiros nove meses do ano, após quedas recentes, enquanto os estrangeiros aumentaram 9,4%.

Em termos dos vários segmentos na hotelaria, os hotéis de cinco estrelas foram os que registaram um crescimento mais notável nas dormidas em termos percentuais, cresceram 17,2%, embora todas as categorias conseguissem aumentos face ao ano anterior.

Em valores absolutos, com mais 1,2 milhões de dormidas, as unidades hoteleiras de quatro estrelas foram as que mais se distinguiram.

Os proveitos globais cresceram 12,4% até setembro, face aos primeiros nove meses de 2013, a atingirem os 1,79 mil milhões de euros. Destes, cerca de 1,27 mil milhões são receitas de aposento (um aumento de 12,9%).

Refira-se que em valores absolutos os turistas estrangeiros que mais aumentaram as dormidas em Portugal nos primeiros nove meses de 2014 foram os oriundos do Reino Unido (mais 562 mil), de Espanha (mais 415,2 mil), os de França (mais 329,9 mil) e os da Alemanha (mais 221,8 mil).

Segundo indicou no início deste ano o ministro da Economia, Pires de Lima, em 2013 – que já foi um ano de recordes no setor – o turismo representou 10% do PIB e 8% do emprego total da economia.

OJE/Lusa

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