Turismo continua a aumentar em Portugal, mas ainda longe dos níveis pré-pandemia

No mês de março, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas, mais 191,5%, e os mercados externos significaram 2,7 milhões, um acréscimo de 1.435,6%.

O alojamento turístico registou 1,6 milhões hóspedes em março, representando um crescimento de 464,1% em relação ao mês anterior, enquanto o total de dormidas se fixou em quatro milhões, um aumento de 543,2%, de acordo com a estimativa rápida dos dados da atividade turística do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta sexta-feira, 29 de abril.

Assim, os dados mostram que o turismo se manteve na faixa de aceleração no mês em análise mas ainda ficaram aquém da pré-pandemia. “Os níveis atingidos em março de 2022 foram, no entanto, inferiores aos observados antes da pandemia, com reduções de 15,3% nos hóspedes e 12,7% nas dormidas face a março de 2019”, escreve o INE.

No mês de março, o mercado interno contribuiu com 1,3 milhões de dormidas, mais 191,5%, e os mercados externos significaram 2,7 milhões, um acréscimo de 1.435,6%, com o gabinete estatístico a mostrar que os estrangeiros continuam a escolher Portugal à medida que as restrições são aliviadas. “Face a março de 2019, registaram-se diminuições nas dormidas de não residentes (-16,5%) e, em menor grau, nas de residentes (-3,6%)”.

O gabinete estatístico indica que as dormidas em hotelaria aumentaram 630,4% no mês em análise, ainda que representem uma quebra de 14,4% em relação ao mês homólogo de 2019. Por sua vez, as dormidas em alojamentos locais cresceram 330,2%, menos 7,2% face ao mesmo mês pré-pandémico, enquanto as de turismo em espaços rurais e de habitação aumentaram 244,9%, mais 20,2% relativamente a março de 2019, significando que os hóspedes têm escolhido espaços mais recatados.

Os dados indicam que os 17 principais mercados emissores apresentaram “aumentos expressivos” em março, representando 86,6% das dormidas de não residentes nos alojamentos turísticos. O mercado britânico manteve-se predominante, representando 18,9% do total de dormidas de não residentes, seguindo-se os mercados alemão (15%) e francês (9,6%).

“Comparando com o mês de março de 2019, verificaram-se aumentos nos mercados checo (96,1%), irlandês (25,7%), romeno (23%), polaco (22,7%) e norte-americano (1,4%)”, enquanto as maiores diminuições foram observadas nos mercados brasileiro (-33,5%), sueco (-33,3%) e espanhol (-32,5%).

As regiões nacionais apresentaram acréscimos em termos de dormidas. A Área Metropolitana de Lisboa concentrou 30,1% das dormidas, o Algarve conseguiu o segundo lugar (21,8%), o Norte reuniu 16,7% e a Região Autónoma da Madeira um total de 14,2%. No entanto, quando comparado com o mesmo mês de 2019, observou-se uma diminuição de dormidas em todas as região, mais acentuadamente no Algarve (-18,8%) e Área Metropolitana de Lisboa (-16,2%).

Por sua vez, no primeiro trimestre do ano, o INE registou um aumento de 398,5% das dormidas totais, sendo que a grande maioria (845,6%) se deveram a não residentes). Quando comparado com o mesmo período de 2019, quando ainda não se sentiam efeitos da pandemia, as dormidas decresceram 18,8% “principalmente como consequência da diminuição dos não residentes”.

Recomendadas

Lagarde diz que criptomoedas “não valem nada” e devem ser reguladas

“A minha avaliação é que as criptomoedas não valem nada, são baseadas em nada e não há qualquer ativo subjacente que funcione como âncora de segurança”, avisou a presidente do BCE.

Ministro alemão apela a que países da UE tenham mais disciplina em termos orçamentais

Christian Lindner defende que o prolongamento da suspensão das regras orçamentais não pode servir como motivo para os países do bloco comunitário manterem as políticas mais relaxadas quanto aos gastos públicos.
antónio_costa_silva_partex_5

Costa Silva sobre sustentabilidade: “cada sector pode adaptar-se e cortar emissões”

António Costa Silva escreveu um capítulo para o livro “101 Vozes pela Sustentabilidade”, no qual defende que cada sector de atividade pode cortar as emissões e contribuir para a luta contra as alterações climáticas.
Comentários