Turismo e energia levam o Porto à liderança do crescimento das regiões

No contexto da União europeia, considerando a informação referente a 2017 por regiões NUTS II, Portugal destacava-se por ser um dos países com assimetrias regionais mais baixas em termos do PIB per capita.

Todas as regiões do país deverão ter registado crescimentos do Produto Interno Bruto (PIB) em termos reais, embora com intensidades diferenciadas, sendo a região Norte (2,9%) e a Área Metropolitana de Lisboa (2,6%) as únicas com crescimento superior à média nacional (2,4%), de acordo com os resultados provisórios das Contas Regionais de 2018, divulgados esta sexta-feira, dia 13, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

No Algarve o crescimento foi idêntico ao do país, enquanto no Centro (2,2%) e na Região Autónoma dos Açores (2,0%) o PIB registou crescimentos mais moderados. Já o Alentejo e a Região Autónoma da Madeira apresentaram as variações do PIB mais baixas (1,0% e 0,6%, respetivamente).

Em volume, o INE estima que o PIB regional tenha crescido em 2018 em todas as regiões, embora com intensidades diferenciadas. A região Norte (2,9%) e a Área Metropolitana de Lisboa (2,6%) registaram crescimentos superiores à média nacional (2,4%). No Algarve estimou-se um crescimento idêntico ao país, e no Centro (2,2%) e na Região Autónoma dos Açores (2,0%) o PIB registou crescimentos mais moderados. O Alentejo e a Região Autónoma da Madeira destacam-se por apresentarem os crescimentos reais mais baixos (1,0% e 0,6%, respetivamente).

O crescimento do PIB da região Norte foi influenciado pelo desempenho do VAB do ramo da indústria e energia e pelo ramo do comércio, transportes, alojamento e restauração, ramos com relevância na sua estrutura produtiva.

A evolução menos favorável do PIB da Região Autónoma da Madeira foi influenciada em grande medida pela diminuição da atividade dos serviços de comércio localizada no Centro Internacional de Negócios da Madeira e, em menor grau, pela desaceleração da atividade turística na região, com um efeito particular no alojamento e restauração.

O crescimento do PIB do Alentejo foi influenciado negativamente pelo desempenho do VAB da indústria e energia, especificamente pelos ramos da indústria de fabricação de coque e de produtos petrolíferos e da eletricidade, gás, vapor, água quente e fria e ar frio, atividades com especial importância na região.

Os resultados finais de 2017 revelaram que as assimetrias do PIB per capita entre as vinte e cinco regiões atingem a sua expressão máxima na comparação do Alentejo Litoral (138,9) com a do Tâmega e Sousa (60,8). O INE  faz notar que, face a 2016, verificou-se um aumento da disparidade regional neste indicador, passando a diferença entre essas duas regiões de 72,1 pontos percentuais (p.p.) para 78,1 p.p., sobretudo devido ao crescimento do PIB per capita do Alentejo Litoral.

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