Turismo: plano de resposta à pandemia tem cinco pontos essenciais

O Governo está a preparar um plano de retoma para o sector, que prevê dar resposta à onda de falências empresariais e desemprego que está a afetar o turismo de forma particular no quadro geral da economia. A secretária de Estado Rita Marques esteve no Parlamento por solicitação do CDS-PP.

Rita Marques, secretária de Estado do Turismo, esteve na Assembleia da República – em audição a pedido do CDS-PP – para fornecer um retrato do sector, que dificilmente podia ser pior: os números, sobejamente conhecidos, revelam o desastre que assola as empresas de todos os seus sub-sectores. Mas o Governo, disse, está empenhado, na medida do possível, em defender os empregos e a permanência das empresas no ativo.

“Estamos a trabalhar no plano de retoma assente em cinco pilares”: investimento – apoiando uma regulamentação mais simplificada; conhecimento e formação, nomeadamente em competências digitais; coesão territorial; conetividade; e finalmente a promoção.

O centrista João Gonçalves Pereira, afirmou que “é essencial dar confiança ao sector, sendo importante que exista previsibilidade” e perceba o que é “a visão futura do turismo”. E recordou que as medidas específicas para o sector chegaram demasiado tarde. O CDS pediu a Rita Marques uma visão do Governo para o futuro do sector – matéria que a governante já tinha abordado na sua intervenção inicial.

De qualquer modo, Gonçalves Pereira considerou que o Governo deve ter em consideração que, antes do desastre da pandemia, “havia empresas que estavam a ser muito bem geridas” – o que, em termos de atribuição de apoios, deve ser levado em consideração.

Já o PSD, por via do deputado Cristóvão Norte, recordou que o sector é o mais afetado pela pandemia, importância que não é revertida para os apoios colocados ao dispor pelo Governo. “Há uma avaliação muito descuidada da parte do Governo do universo afetado”, disse, para enfatizar que “não há um programa dirigido ao Algarve e às regiões mais afetadas” pela pandemia – o que coloca em causa a própria retoma, quando se der o caso de isso suceder.

“A crise está a ser mal distribuída, por isso temos que ajudar mais aqueles que fazem os maiores sacrifícios”, sendo certo que os 2,5 mil milhões de euros destinados à recuperação do sector não chegam para encontrar apoio para todos. Programas integrados para o sector são, na ótica do PSD, essenciais, disse Jorge Mendes, deputado do PSD, que também interveio no debate.

A audição permitiu perceber que tanto a oposição como o Governo convergem na evidência de que o turismo é um dos sectores – se não mesmo o sector mais afetado pela pandemia e que nessa medida merece uma atenção especial, nomeadamente no que tem a ver com os fundos de recuperação da economia.

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