Turquia: Erdogan recebeu o seu homólogo cubano

Miguel Diaz-Canel está na Turquia para estreitar relações. Recep Erdogan continua a estender para todo o lado a sua cada vez maior capacidade diplomática.

Dando mostras de enorme versatilidade diplomática – que de algum modo é uma replica do modo de operar da China – o presidente da Turquia, Recep Erdogan, recebeu esta quarta-feira em Ancara o seu homólogo cubano Miguel Diaz-Canel.

Segundo a imprensa local, os líderes manterão conversas individuais em que trocarão pontos de vista sobre as relações entre os dois países e possíveis passos para melhorar a cooperação entre ambos, de acordo com o gabinete da presidência turca.

A visita coincide com o 70º aniversário do estabelecimento das relações diplomáticas entre a Turquia e Cuba, estabelecidas em 1952 e reforçadas com a abertura da primeira embaixada turca em Havana em 1979, vinte anos depois da revolução levada a cabo pelos irmãos Castro, Che Guevara e Camilo Cienfuegos.

Erdogan fez uma visita a Cuba em fevereiro de 2015, que o governo do país europeu considerou um marco para as relações bilaterais entre os dois países. Antes de encontro com Erdogan, Diaz-Canel prestou homenagem a Mustafa Kemal Ataturk, fundador da República Turca. “A delegação cubana visita este lugar para prestar homenagem ao pai fundador da moderna nação turca, Kemal Ataturk, a quem o comandante em chefe, Fidel Castro descreve como uma fonte de inspiração para a república cubana”, escreveu o presidente de Cuba no livro de honra do mausoléu.

A Turquia tem-se desdobrado em forte atividade diplomática, a qual tem levado o presidente aos mais diversos pontos do globo. Para além de uma série de países muçulmanos com que tem mantido relações difíceis – como são os casos da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Egipto – Erdogan tem-se preocupado em aumentar os níveis de relacionamento com Israel. Ao mesmo tempo, deixou uma porta aberta – com trabalho feito – para ser um parceiro incontornável na resolução do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

A intensa atividade diplomática turca desdobra-se ainda para a Ásia – não só entre os países de expressão turca, mas também entre as federações de países da região. O seu envolvimento no enclave de Nagorno-Karabak é disso prova. Também nos Balcãs Ocidentais – antigo território do Império Otomano – a Turquia tem estado muito presente. O mesmo sucede, apesar de em menor grau em África (com a exceção da Líbia, onde a Turquia está fortemente presente) e na América Latina, onde a China tem ocupado todo o espaço deixado livre pelos Estados Unidos.

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